quinta-feira, 21 de junho de 2012


Paulo Bento (foto ASF)
«Quando não puder defender os que estão comigo, vou embora» - Paulo Bento.


O selecionador nacional foi confrontando com as declarações após o jogo com a Holanda, quando disse que alguns portugueses já tinham comprado cachecóis para torcer pela República Checa nos quartos-de-final do Europeu.


«Também disse que a grande maioria dos portugueses estava satisfeito e contente com a Seleção. Pegaram no que mais interessou. Todos temos direitos, não temos só deveres. Todos temos boca e ouvidos, para falar e ouvir. Não dou sempre a outra face, não faz parte do meu feitio. Os que estão comigo, vou defendê-los até morrer, quando não o puder fazer, pego no trolley e vou embora», disse Paulo Bento em conferência de Imprensa.


E Paulo Bento voltou a defender Ronaldo, quando questionado se o avançado do Real Madrid seguia a mesma linha de orientação dos restantes companheiros da Seleção: «Uma vez, disseram-me que o talento cansa muito. Tento não cansar os jogadores com muita informação. Tento que as palestras sejam o mais curtas e concisas possível para que os jogadores possam executar as suas tarefas. Ronaldo entra nesta linha de ideia.»


E desvalorizou as declarações do presidente do Barcelona, que considerou Ronaldo o 12.º melhor jogador do Mundo atrás dos onze da sua equipa: «Todos temos momentos para dizer o que não devemos dizer. É o que tenho para dizer ao presidente do Barcelona.»


O selecionador foi ainda confrontado com as declarações do presidente da UEFA, Michelle Platini, que lamentou a eliminação da Holanda e anteviu um Espanha-Alemanha na final:


«Não vale a pena comentar. Viemos aqui competir, é isso que vamos fazer. Temos máxima confiança nos árbitros do Euro e no que está amanhã no nosso jogo [Howard Webb], que é um árbitro fantástico. A nós, compete-nos preparar o melhor possível para jogar com o máximo de humildade, empenho e identidade.»


O apuramento para as meias-finais seria a prende ideal para Paulo Bento, que completa hoje 43 anos: «Não é a primeira vez que se festeja um aniversário numa grande competição. É mais um dia, junto de quem gosto e de quem estimo. Transformar esta alegaria pessoal numa alegria coletiva no jogo de amanhã é o que desejo, e que a felicidade seja de todos os portugueses.»

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