sexta-feira, 22 de junho de 2018

«SABEMOS QUE RUI PATRÍCIO NOS PODE SAFAR NUM MOMENTO DE APERTO»


A resposta de Rui Patrício a cabeceamento de Belhanda, ao minuto 57 do duelo com Marrocos, levou a FIFA a comparar o guardião da equipa das Quinas a Gordon Banks, inglês que protagonizou aquela que é considerada a melhor defesa da história dos Campeonato do Mundo.

Nada que tenha surpreendido José Fonte.

«O Rui Patrício tem-nos acostumado sempre a grandes exibições. Já no Europeu fez um torneio fantástico. Para nós defesas, quando temos um guarda-redes a jogar ao nível a que ele joga, dá-nos confiança, porque sabemos que é alguém que num momento de aperto nos pode safar», comentou o central, antes de rematar:

- É uma honra e um orgulho jogar com o Rui Patrício e ver o nível a que ele está.

«POSSO TOCAR BOMBO, ALGUÉM HÁ-DE TOCAR VIOLINO»


«Quem quer ganhar tem, por vezes, de tocar no violino e noutras tem de tocar no bombo. E julgo que temos conseguido tocar violino e bombo durante os jogos. Não podemos é ter só violinistas em campo. Ou só tocadores de bombo. Temos de ganhar mais duelos individuais, de ganhar mais lances um contra um e ter mais capacidade ofensiva em campo», disse Fernando Santos sobre aquela que deve ser a forma de jogar da Seleção Nacional frente ao Irão, na última jornada da fase de grupos do Campeonato do Mundo.

José Fonte quer participar na orquestra: «Se o mister quiser, posso tocar bombo. Alguém há-de tocar violino. O importante é haver harmonia. Todos têm o seu papel na equipa. O importante é sempre ganhar.»

Questionado se a condição de campeão Europeu tem pesado nos jogadores e afetado as exibições de Portugal neste Mundial, o defesa-central atirou: «Já interiorizámos que temos a responsabilidade de jogar sempre para ganhar. E é isso que fazemos - tentamos ganhar todos os jogos. Temos experiência suficiente na equipa para saber lidar com isso.»

E o favoritismo: «Favoritos são o Brasil, a França, e essas equipas… Nós estamos focados em ganhar jogo a jogo.»

Adversário nos oitavos de final, Rússia ou Uruguai: «Primeiro, o mais importante é passar e chegar lá. Todos os adversários são difíceis e têm qualidade, estamos focados em passar e em estar lá para os defrontarmos.»

DERROTA DA ARGENTINA NÃO SURPREENDEU JOSÉ FONTE


Foi um dos resultados mais inesperados do Mundial, ainda assim não o suficiente para surpreender José Fonte. Para o defesa-central da Seleção Nacional, a goleada da Croácia à Argentina (3-0) é prova do quão difícil é disputar um Campeonato do Mundo.

«Vimos o jogo. Surpreender não surpreendeu porque jogámos contra Croácia no Euro-2016 [n.d.r. vitória por 1-0, nos oitavos de final] e foi um jogo bastante difícil. É uma seleção com muita qualidade e um nível muito alto. Este resultado demonstra a força que a Croácia tem, não me surpreendeu», referiu em conferência de imprensa.

Sobre as contas da Argentina, em dificuldades no grupo, José Fonte atirou: «Isso não nos diz muito – estamos apenas focados na nossa Seleção. Mas só demonstra como o Campeonato do Mundo é difícil. Há seleções com muito qualidade e não há jogos fáceis.»

«PARA NÓS, PORTUGUESES, CRISTIANO É O MELHOR»


Questionado se Cristiano Ronaldo pode ser considerado pelos portugueses o melhor futebolistas de todos os tempos, tal como Maradona é para os argentinos ou Pelé para os brasileiros, José Fonte atirou:


– Para nós, portugueses, Cristiano é e vai ser sempre o melhor. O debate sobre o melhor de todos os tempos é relativo porque todos foram grandes jogadores e tiveram a sua qualidade. Mas para nós, portugueses, o Cristiano vai ser sempre o melhor - é o nosso Cristiano! Se é ou não o melhor de todos os tempos é um pouco relativo e difícil de justificar.


«É um facto que continua a bater todos os recordes e a surpreender-vos. A nós (companheiros de Seleção) não surpreende porque vemos todos os dias o que ele é capaz de fazer. Vai continuar a marcar e a bater recordes. Depois, no fim, logo se fazem as contas», rematou.

MOUTINHO E GUERREIRO AUSENTES DO TREINO


A Seleção Nacional realizou em Kratovo o segundo treino de preparação para o derradeiro jogo da fase de grupos do Mundial, com o Irão, partida que está agenda para as 19 horas de segunda-feira.

Fernando Santos já contou com quase todos os titulares no jogo com Marrocos que no ensaio de quinta-feira se limitaram a realizar trabalho de recuperação. Exceção feita para João Moutinho e Raphael Guerreiro, que não foram vistos no relvado no período de 15 minutos em que o treino esteve aberto à comunicação social.

O médio apresentou síndrome gripal, ao passo que o lateral-esquerdo acusou queixas musculares devido a mialgia. Ambos ficaram aos cuidados do departamento médico da Seleção.

«SE FOR PARA VENCER TODOS OS JOGOS POR 1-0, ASSINO JÁ POR BAIXO»


José Fonte rebateu as críticas sobre a falta de qualidade da exibição de Portugal frente a Marrocos, na segunda jornada do Grupo B do Campeonato do Mundo.

«Não sei se as exibições são assim tão fracas. Temos quatro pontos e o primeiro lugar do grupo. A Espanha está na nossa frente só pela situação dos cartões amarelos. Poderíamos ter feito exibição melhor, com controlo de jogo, contra Marrocos, mas também tem de ser dar credito e mérito às outras equipas que lutam pela vida, pelos seus países e também têm qualidade», referiu em conferência de imprensa, em referência à vitória pela margem mínima frente à seleção marroquina:

- Não estamos satisfeitos, mas, como digo, temos quatro pontos, sabemos a nossa qualidade e queremos fazer melhor. Como dizia o 'mister', se for para vencermos todos os jogos por 1-0 assino já por baixo.

O defesa-central destacou ainda a união que se vive no seio da equipa das Quinas: «É a nossa arma mais forte. O nosso espírito de sacrifício que temos uns pelos outros. Acreditar que quando um colega falha o outro vai estar lá estar para nos ajudar. Foi assim que ganhámos o Euro-2016 e vai ser assim que vamos continuar, com entreajuda, união e paixão por Portugal, e pela equipa.»

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Eusébio - 1966 FIFA World Cup Classic Players

PORTUGAL REGRESSA AOS TREINOS COM IRÃO À VISTA


A Seleção regressou aos treinos após uma breve folga concedida por Fernando Santos, no seguimento da vitória sobre Marrocos (1-0). A equipa das quinas começa a preparar o embate contra o Irão de Carlos Queiroz.

O selecionador pode contar com todos os 23 convocados, sendo que os titulares realizaram trabalho específico de recuperação. Os restantes 12 jogadores, incluindo os suplentes utilizados, fizeram treino normal no centro de treinos de Kratovo.

Portugal defronta o Irão na próxima segunda-feira (19.00 horas), num jogo a contar para terceira jornada do Grupo B. A Seleção precisa de um empate para confirmar a passagem para aos oitavos de final. Já a equipa liderada por Carlos Queiroz está obrigada a ganhar, depois da derrota com a Espanha (1-0).

«QUERO É FICAR NOS DOIS PRIMEIROS, O RESTO NÃO ME INTERESSA»


Fernando Santos assegurou que não vai pensar nos cartões amarelos como eventual critério de desempate com Espanha na corrida pelo primeiro lugar do Grupo B do Mundial.

«Não vou pensar nisso. Quero é ficar nos dois primeiros, o resto não me interessa», referiu em conversa com os jornalistas em Kratovo.

E para ficar nos dois primeiros, Portugal terá de, pelo menos, empatar com o Irão na última e decisiva jornada da fase de grupos: «Vamos procurar a vitórias, mas com a consciência que temos um adversário forte pela frente.»

Sobre as críticas ao estilo de jogo da equipa das Quinas, Fernando Santos apontou à mensagem de Ronny Lopes nas redes sociais. O médio do Mónaco escreveu: «Lembro-me do tempo em que jogávamos sempre bem e perdíamos sempre mal. Prefiro ganhar como hoje do que perder como dantes. Vamos Portugal!!!»

Questionado se os jogadores sentem o peso e a responsabilidade de representar o campeão da Europa no Mundial, o selecionador respondeu: «O que sinto no dia a dia não é isso. Mas não podemos mandar no subconsciente e não podemos dizer se, durante o jogo, isso influencia ou não.»

«Todos os jogadores acusam a presença no Mundial, não é só olhamos para Portugal. Espanha sentiu dificuldades diante do Irão, a Argentina tive problemas… Estamos pouco habituados, mas no Mundial acontece muito isto. É um peso muito grande», prosseguiu, assumindo que ficou «indisposto» na reta final do jogo com Marrocos face ao rumo dos acontecimentos.

«Fisicamente os jogadores estão bem, treinam com alegria prazer, mas a pressão exterior é normal. E existe sempre. Os jogadores querem mais, equipa está liberta e acredito que vamos fazer um bom jogo. Depois nos oitavos de final logo se verá», rematou.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

AS CONTAS DE PORTUGAL PARA O ÚLTIMO JOGO DA FASE DE GRUPOS: CARTÕES PODEM SER DECISIVOS


Depois da vitória sobre Marrocos (1-0) e do triunfo da Espanha sobre o Irão (0-1), Portugal entrará na última jornada do grupo B a saber que um empate com o Irão (segunda-feira, 19 horas) bastará para conseguir o apuramento para os oitavos-de-final do Mundial 2018. Nesta altura, a Espanha lidera o grupo com 4 pontos, tantos quanto a Seleção Nacional - mas nuestros hermanos estão em primeiro pelo critério 'disciplina', por terem menos um cartão amarelo.

Com o triunfo espanhol em Kazan, Portugal e Espanha estão no topo empatados em tudo: pontos (4) e diferença de golos (4-3). Com o Irão agora mais pressionado (somente três pontos), a Seleção Nacional sabe que um empate com os persas chega para, pelo menos, garantir a qualificação. Já a passagem na liderança do grupo ficará também relacionada com o que La Roja possa fazer diante de uma equipa de Marrocos já eliminada. Nesse sentido, os golos assumir-se-ão como decisivos - o critério seguinte à pontuação é a diferença de golos em todos os jogos do grupo.

Refira-se que até um desaire com a equipa de Carlos Queiroz pode chegar mas para isso a Espanha também teria de perder e, uma vez mais, a questão dos golos seria fundamental, já que Espanha e Portugal empataram (3-3) na primeira jornada.

Pode ser necessário recurso à disciplina

E se, por absurdo, os dois jogos acabarem com o mesmo resultado? Nesse caso, será necessário recorrer ao critério da disciplina para saber quem, de entre Portugal ou Espanha, passa em primeiro. Ou seja, os cartões amarelos e vermelhos vistos na fase de grupos.
Assim sendo, tendo em conta o regulamento da FIFA, ficará na frente quem tiver um "maior número de pontos obtidos no fair play": um cartão amarelo vale menos 1 ponto, um vermelho por acumulação menos 3 pontos, um vermelho direto menos 4 pontos e um amarelo e depois um vermelho direto menos 5 pontos.


Só se houver igualdade aqui é que se partirá para... o sorteio!

CRITÉRIOS DE DESEMPATE

- Maior pontuação no grupo;
- Diferença de golos em todos os jogos do grupo;
- Maior número de golos marcados em todos os jogos do grupo;
- Maior número de pontos nos jogos entre as seleções empatadas;
- Diferença de golos nos jogos entre as seleções empatadas;
- Maior número de golos marcados nos jogos entre equipas empatadas;
- Disciplina;
- Sorteio

RONALDO GARANTE: «CONTINUAMOS FOCADOS NO NOSSO OBJECTIVO»


O capitão da Seleção Nacional, Cristiano Ronaldo, que marcou o golo frente a Marrocos (1-0), garantiu que os jogadores continuam concentrados no objetivo de seguir em frente.

«Vitória importante. Continuamos focados no nosso objectivo», afirmou Cristiano Ronaldo.