segunda-feira, 14 de outubro de 2013

«Ninguém tem sucesso permanente» - Paulo Bento.


Paulo Bento (foto AP)
Paulo Bento chama a si a responsabilidade pelas exibições menos conseguidas de Portugal na fase de apuramento para o Mundial de 2014, nomeadamente no jogo com Israel, em Alvalade, rejeitando, porém, as acusações de falta de atitude e disponibilidade por parte dos jogadores.

«Muitas vezes, as equipas muito maduras e muito experientes têm pouca maturidade para gerir os vários momentos do jogo. No jogo com Israel, após uma primeira parte razoável, faltou-nos intensidade e capacidade para criar mais situações de finalização. A equipa vai tentando integrar novos jogadores e sofreu neste jogo várias alterações ao mesmo tempo. É natural que num momento ou noutro isso possa refletir-se. Não me parece, no entanto, que tenha sido o principal problema para não termos ganho e jogado melhor com Israel», argumenta.

«Quando as coisas não nos correm bem vem o problema da atitude e da disponibilidade. E isso não é verdade. É demasiado redutor. Nada tenho a apontar aos jogadores em termos de agressividade e intensidade, essencialmente em termos defensivos, que é muitas vezes quando se vê mais a questão da atitude. No jogo de sexta-feira estivemos muito bem no momento da perda da bola», indica, fazendo, contudo, questão de realçar:

«Assumo, como único responsável, que não fizemos, ofensivamente, aquilo que devíamos ter feito». 

Depois dos assobios que se ouviram em Alvalade, onde cerca de 50 mil pessoas assistiram ao empate com Israel, Paulo Bento faz votos de nova enchente no jogo com o Luxemburgo, em Coimbra.

«Prefiro um estádio cheio, mesmo sem o melhor ambiente, a um estádio vazio. Também nos compete criar bons ambientes. Se formos competentes e tivermos compromisso seguramente teremos um bom ambiente. Tanto melhor são todos aqueles que fazem parte de uma equipa quanto melhor souberem reagir à adversidade e conviver com os momentos de insucesso. Não há ninguém que tenha sucesso permanente», observa.

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