sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O homem que vai marcar Ronaldo nem sequer tem clube.


Cristiano Ronaldo (foto ASF)
Capitão esteve no relvado no treino de adaptação ao Estádio Windsor Park, em Belfast, e pode, hoje, no jogo com a Irlanda do Norte, apanhar Eusébio na lista dos melhores goleadores de sempre. Toda a pressão nos ombros de Baird, que não joga, só se treina no QPR.

Nem toda a gente sabe quem é Ronaldo. Ontem, no relvado invernal do Windsor Park, um operador de câmara local perguntava baixinho, para ninguém perceber, meio atrapalhado: 

- Onde é que ele está? 
e respondeu-se com um pergunta, como se fosse necessária: 
- Quem? 
- Ronaldo. 
- Está ali - apontou-se.

Acredita-se que Chris Baird, o defesa-direito da Irlanda do Norte, sabe quem é Ronaldo. É, de acordo com as previsões dos jornalistas locais ontem no treino da Seleção, o homem que será chamado para marcar a grande estrela portuguesa. 

O problema é que, pegando numa folhinha que ontem andava de mão em mão pelos jornalistas com os nomes dos convocados da Irlanda do Norte, Chris Baird não tem clube. Foi dispensado do Fulham no final da época passada e ainda não sabe onde vai jogar na próxima. Está desempregado e tem-se treinado, para manter a forma, no Queens Park Rangers.

Mas mesmo assim o mais provável é que seja ele a jogar, porque afinal, com 61 internacionalizações é um dos mais experientes da equipa. E as alternativas não são grande espingarda, são dois defesas-centrais, ao que consta duros de rins e sem grande capacidade para parar Ronaldo, Alex Bruce (do Hull City) e Rory McArdle (do Bradford). 

Podem ser adaptações. Mas afinal adaptações é o nome do meio do adversário de Portugal... O defesa-esquerdo será Shane Ferguson, que é um extremo. Uma espécie de Fábio Coentrão, mas pior.

A solução, assim, diz-se em Belfast, tem de ser coletiva. Não pode nem deve ser um homem a marcar Ronaldo, tem de ser a equipa da Irlanda do Norte a marcar Ronaldo. Veremos. E se a equipa inteira quiser marcar Ronaldo, seguramente que outros sobrarão para fazer estragos. Em Portugal, no último jogo, a estratégia norte-irlandesa não correu propriamente mal, recorde-se. 

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