segunda-feira, 9 de setembro de 2013

«Sei que fiz um bom trabalho em Portugal, mas não diria que foi o melhor» - Scolari.


Luiz Felipe Scolari (foto AP)
Luiz Felipe Scolari agradece e retribui os elogios de Paulo Bento, mas recusa ser visto como o treinador que melhor trabalho desenvolveu à frente da Seleção portuguesa. Reencontro com a equipa das quinas vai ser vivido...com o coração apertado.

À frente da Seleção Nacional defrontou o Brasil. Agora, à frente do Brasil, defrontará Portugal pela primeira vez. Diria que viverá sentimentos parecidos?

Sim. Vou sentir o que senti no Portugal-Brasil de 2003, no Porto. A mesma coisa, o mesmo carinho, o mesmo aperto no coração. É um jogo muito importante para mim e para o Murtosa. Trabalhámos e vivemos em Portugal e temos laços muito fortes com muita gente, com o país. A minha segunda pátria é Portugal.

Paulo Bento disse que estava grato a Scolari e que você foi o treinador que melhor trabalho fez na Seleção. Que diz a esse elogio?

O Paulo é muito meu amigo e fico contente com o que ele disse. Talvez o tenha dito também pela amizade que nos une. Ele foi um dos treinadores que sempre me ajudou em Portugal. Eu sei que fiz um bom trabalho em Portugal, mas não diria que foi o melhor. Houve outros, como Otto Glória. No que respeita ao trabalho do Paulo Bento, tem sido espetacular.

Está à espera de abraços dos jogadores portugueses?

Noventa por cento do atual grupo da Seleção trabalhou comigo. A reação deles será igual à minha. Seguramente vamos falar antes do jogo e até depois, porque vou viajar com Portugal de volta por motivos pessoais.

Que grau de importância dá o Brasil a este jogo?
Temos de fazer dos jogos amigáveis uma ideia de três pontos, porque não temos oficiais. 

O facto de conhecer Portugal é uma vantagem?

A gente passa as características dos jogadores. Mas relembro que quando estava em Portugal disse aos jogadores para não marcarem o pé direito do Roberto Carlos e nesse jogo ele fez um remate incrível à barra. No intervalo, o Ricardo, guarda-redes, disse-me: ‘Então, professor, viu aquilo?’. Logo...

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