segunda-feira, 19 de março de 2012

Nani e Pepe apoiam-se na experiência adquirida.



Para onde quer que fôssemos, havia filas de portugueses. Foi fantástico
Depois das experiências estimulantes na Áustria e na Suíça, há quatro anos, Nani, agora "mais maduro", está ansioso por testemunhar o que o UEFA EURO 2012 tem para oferecer e sentir, mais uma vez, o "apoio fantástico" dos fiéis adeptos portugueses a partir de Junho.


O UEFA EURO 2008 foi o torneio de estreia de Nani ao serviço da selecção de Portugal e tal revelou-se uma experiência de enorme impacto no extremo, na altura com apenas 21 anos. "Foi algo grandioso e fiquei muito feliz", disse o jogador ao UEFA.com. "Os estádios cheios, sentir o calor dos nossos adeptos, parecia que estávamos a jogar em Portugal. Havia portugueses em todo o lado. Para onde quer que fôssemos, havia filas de portugueses. Foi fantástico".


"Foi o meu primeiro EURO – fiquei sem palavras", acrescentou. "Senti aquilo que julgo que qualquer jogador gosta de sentir, a sensação de que está no seu país, apesar de não ser esse o caso, porque vê mais portugueses do que adeptos de outras nacionalidades. E nos estádios era a mesma coisa – quando jogávamos, tínhamos bastantes compatriotas a apoiar-nos."


Apesar de alguns dos pontos altos de Nani dessa campanha terem acontecido fora do relvado, o momento de ouro de Pepe na Áustria e na Suíça aconteceu dentro de campo. O defesa parecia mais um avançado quando inaugurou o marcador em grande estilo no primeiro jogo de Portugal, frente à Turquia, mas o jogador do Real Madrid CF mostra-se mais cauteloso quanto à repetição do feito no EURO 2012.


"Era mais novo", disse o Pepe, de 29 anos, ao UEFA.com. "Não sabia muito bem as reais responsabilidades de disputar um EURO e concluir jogadas como aquela. Obviamente que gosto de correr riscos, como os de ajudar os meus colegas no ataque, mas primeiro que tudo, e como defesa-central, tenho que me preocupar em defender, e defender bem. Mas vou tentar aproveitar se tiver a oportunidade de protagonizar uma jogada como aquela frente à Turquia."


Num grupo que coloca Portugal ao lado de Alemanha (seu carrasco nos quartos-de-final em 2008), Holanda e Dinamarca, vão ser necessárias exibições de alto nível para qualquer uma das equipas se apurar. Inevitavelmente, a atenção lusitana irá recair sobre Cristiano Ronaldo – algo que não é novo para os seus colegas de equipa. "Penso que o Cristiano teve sempre bastante responsabilidade, logo desde os 18 anos, e as pessoas põem muita pressão sobre ele", disse Pepe. "Julgo que as pessoas agora entendem a importância do grupo. O grupo precisa de apoiar o Cristiano para que ele possa estar calmo e praticar o futebol que sabe."


Nani também reconheceu a importância de permanecerem calmos e unidos. O antigo jogador do Sporting desfrutou de duas épocas ao lado do seu compatriota no Manchester United FC, antes de este partir para Madrid. E depois de ter ajudado a preencher o vazio deixado pela saída de Ronaldo de Old Trafford, acredita que pode desempenhar um papel mais significativo do que no último EURO, prova na qual foi titular apenas uma vez.


"Já evoluí e aprendi muito", disse Nani, autor de cinco golos em dez jogos na fase de qualificação para o EURO 2012. "Já ganhei, já perdi e penso que é isso que nos faz evoluir, amadurecer e ganhar experiência, como aquela que tenho actualmente. Estou muito feliz por estar onde estou. Estou muito mais desenvolvido enquanto jogador em todos os aspectos, muito mais maduro."


"Tenho uma serenidade que não tinha aos 21 anos, estou muito mais calmo dentro de campo e isso é muito importante porque permite desenvolver melhor o nosso futebol. Na selecção sempre foi assim – tenho conseguido jogar o que sei e contribuir para a equipa, e isso é o mais importante."

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