sábado, 30 de junho de 2018

RICARDO PEREIRA NO LUGAR DE CÉDRIC FRENTE AO URUGUAI


É a principal surpresa do onze de Portugal para o duelo frente ao Uruguai: Ricardo Pereira, atual jogador do Leicester, ocupa o lugar de Cédric Soares no lado direito da defesa portuguesa.

Nas restantes posições, destaque novamente para a presença de Adrien Silva no meio-campo em detrimento de João Moutinho e para o regresso de Gonçalo Guedes ao ataque luso, fazendo parceria com Cristiano Ronaldo.

Onze de Portugal:

Rui Patrício; Ricardo Pereira, Pepe, José Fonte e Raphael Guerreiro; William Carvalho, Adrien Silva, João Mário e Bernardo Silva; Gonçalo Guedes e Cristiano Ronaldo.

PEPE E FONTE FORMAM A DUPLA MAIS VELHA DOS OITAVOS


Das 16 seleções que ainda estão em prova no Mundial-2018, Portugal tem a dupla de centrais mais velha. Pepe (35 anos) e Fonte (34 anos) têm uma média de idades a rondar os 35 anos. Ainda assim, o central mais velho em competição é Sergey Ignashevich da Rússia, com 38 anos.

O segundo lugar da lista pertence ao Brasil. Nos três jogos que disputou, Tite fez alinhar Miranda e Thiago Silva, ambos com 33 anos.

Curiosamente, as duplas escaladas pelas duas seleções apresentam dois defesas centrais que estão a disputar o primeiro Campeonato do Mundo da carreira: José Fonte e Miranda.

Nesta competição das duplas de centrais, o Brasil apresenta a média de alturas mais baixa, com 1,83 metros, longe dos 1,90 metros apresentados pela dupla colombiana (Yerry Mina e Davison Sánchez). Portugal por seu lado aparece no meio da tabela, com uma média de alturas a rondar os 1,87 metros.

NANI DEIXA MENSAGEM DE APOIO À SELEÇÃO


Portugal defronta, este sábado, o Uruguai, jogo que vai ditar a passagem aos quartos de final do Mundial de uma das seleções. Poucas horas antes da partida, Nani publicou nas redes sociais uma mensagem de apoio à equipa das quinas.

«Com convicção vamos acreditar até ao último minuto. Vamos equipa, somos grandes», pode ler-se.


RONALDO REGRESSA A SÓCHI: O GOLEADOR VOLTA SEMPRE AO LOCAL DO GOLO


Dizem que os criminosos voltam sempre ao local do crime. Se é assim, Lee Harvey Oswald terá regressado à avenida de Dallas ainda em novembro de 1963. Ou Charles Manson terá voltado a Bel Air ainda em agosto de 1969. Cristiano Ronaldo tem hoje grande oportunidade para provar algo semelhante: o goleador volta sempre ao local do golo. Marcou três em Sóchi e o jogo com o Uruguai é em Sóchi.

Há 20 dias, o capitão da Seleção Nacional realizou a mais impressionante exibição individual de um internacional português, ao apontar três golos à seleção espanhola, levando Portugal quase às costas no jogo de abertura da fase de grupos: um de penálti, outro de pé esquerdo, outro (soberbo!) de livre direto. E, atenção, o jogo não era com a Tunísia, o Panamá ou a Arábia Saudita. Era com a Espanha de Iniesta, Sergio Ramos, Piqué, Diego Costa, Busquets e David Silva, por exemplo, campeã da Europa em 2008 e 2012 e do Mundo em 2010.

E, não menos sugestivo, o jogo no Estádio Olímpico de Fisht, em Sóchi, conhecido por Cabeça Branca, por estar posicionado entre duas montanhas vermelhas. Ronaldo quer provar que, apesar do penálti falhado com o Irão, continua a ser um dos mais fortes candidatos ao título de melhor marcador do Mundial, agora na posse do inglês Harry Kane com cinco golos.

O QUE MUDOU NA SELEÇÃO? FERNANDO SANTOS EXPLICA


O selecionador nacional descartou qualquer influência no sucesso de Portugal e lembrou que, apesar de só em 2016 ter conquistado um título de seleções, a equipa das Quinas sempre esteve nas grandes decisões.

«Portugal sempre teve grandes jogadores, esteve presente em fases finais, esteve em duas meias-finais de Campeonatos do Mundo. Não conseguiu vencer, mas o futebol é assim. O importante foi ganhar e, para isso, alguma coisa teve de mudar. É reflexo do trabalho dos jogadores em campo», explicou durante a antevisão ao jogo de sábado com o Uruguai, que decide a qualificação para os quartos de final do Mundial.

Um trabalho que tem vindo a conhecer desenvolvimento durante o torneio: «Penso que sim, amanhã veremos. Temos essa confiança. É normal os jogadores estarem algum tempo sem se treinarem juntos em ambiente de seleção e que depois cresçam durante a competição. Disputámos um grupo difícil, foi apertado para todos, e as equipas cresceram, os jogadores ganharam confiança e melhoraram.»

Sobre o apoio dos adeptos: «Amanhã é importante sentir esse momento de união. Durante o hino, era importante que todos dessem as mãos e fizessem uma corrente forte porque precisamos de todo esse apoio.»

Questionado se terá os 23 disponíveis para o duelo com o Uruguai: «À partida sim. Temos de ver a situação de William, as últimas horas são sempre importantes.»

sexta-feira, 29 de junho de 2018

«URUGUAI VALE O QUE VALE, NÃO VALE MAIS DO QUE ISSO…»


Fernando Santos deixou rasgados elogios à seleção do Uruguai, adversário de Portugal nos oitavos de final do Campeonato do Mundo.

«A primeira virtude é a equipa. Tem um treinador muito experiente que está há 12 anos à frente da seleção. Tem jogadores fortíssimos – é uma equipa muito forte nos vários setores do jogo, em 2018 não sofreu um único golo. Preparámo-nos e estudámos vem o adversário porque, dentro dessa fortaleza, há sempre fraquezas que podemos explorar. Mais importante é pensarmos no que podemos fazer. Vai ser um jogo entre dois bons coletivos que farão tudo para vencer», começou por dizer em conferência de imprensa.

O selecionador acredita que o estatuto de campeão Europeu de nada valerá à equipa das Quinas: «Não podemos comparar, isso foi há dois anos. Amanhã teremos um jogo dos oitavos de final de um Mundial e queremos chegar aos quartos. Mas temos pela frente um adversário forte que quer o mesmo. É em campo que podemos marcar a diferença. Os “ses” valem pouco. Temos de focar-nos nas capacidades do Uruguai e colocar em campo o que preparámos para este jogo. Acredito que os jogadores estão preparados para isso.»

«Pela história, eles foram duas vezes campeões do Mundo, mas valem o que valem. Não valem mais do que isso. Amanhã apenas conta o tempo de jogo e espero uma equipa muito focada para colocar em campo todas as suas qualidades. Vamos com confiança, mas com respeito pelo adversário», acrescentou.

«Vai ser um grande jogo entre duas seleções que querem ganhar usando as armas que têm. Amanhã é ganhar ou não… eu quero ganhar», rematou.

«SE CRISTIANO JOGAR SOZINHO, PORTUGAL VAI PERDER»


Fernando Santos apostou um café em como a pergunta “Portugal depende de Cristiano Ronaldo?” seria colocada durante a conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Uruguai. E ganhou a aposta.

«Já respondi a isso, vou repetir-me. Portugal, tal como qualquer outra equipa do mundo, depende dos melhores jogadores. Se temos o melhor jogador do mundo, dependemos dele. Se perguntarem ao selecionador do Uruguai, também dirá que depende de Cavani e Suárez. Todos os melhores jogadores são importantes para as suas equipas», respondeu o selecionador nacional.

Questionado sobre a capacidade de o capitão da equipa das Quinas aparecer sempre nos momentos decisivos, Fernando Santos atirou: «Temos de jogar em equipa. Se Cristiano jogar sozinho, Portugal vai perder. Temos de ser fortes como equipa, tal como o Uruguai. É difícil alguém jogar sozinho. Mesmo quando marca três golos num jogo, teve uma equipa a trabalhar com ele. Vamos ter um jogo entre duas equipas muitos fortes, com grandes jogadores. Quando as equipas se conseguem anular, a diferença faz-se pelas individualidades. Então aí, que Cristiano faça a diferença.»

Fernando Santos foi também confrontado com as declarações de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos que durante a receção oficial a Marcelo Rebelo de Sousa questionou sobre a possibilidade de Cristiano Ronaldo concorrer à Presidência da República: «Desculpe, não falo sobre isso…»

«VAMOS SER OS PRIMEIROS A MARCAR GOLOS AO URUGUAI»


Adrien foi o porta-voz da ambição portuguesa antes do embate entre Portugal e Uruguai, a contar para os oitavos de final. O médio português reconhece que o registo defensivo da formação albiceleste é impressionante, mas acredita que Portugal vai conseguir quebrar a muralha.

«Vai ser um grande embate, entre dois grandes coletivos. Temos qualidade individual e coletiva para resolver o jogo. Eles têm uma boa organização defensiva, ainda não sofreram golos, mas tenho a certeza que vamos ser os primeiros a quebrar esse dado», assumiu aos jornalistas.

O Uruguai é uma equipa conhecida pela forma aguerrida como entra em campo, algo que foi reconhecido por Adrien, mas que não vai mudar a atitude da equipa.

«Não acredito que vá ser um jogo agressivo ou duro, no mau sentido da palavra. Vai ser um bom jogo e nós estamos preparados para isso. Vamos resolver a eliminatória da melhor maneira. Já atingimos o primeiro objetivo, que era passar os grupos. Agora queremos o segundo: vencer os oitavos de final.», concluiu.

Recorde-se que Portugal e Uruguai defrontam-se este sábado em Sochi (19.00 horas), para decidir quem avança aos quartos de final.

VEJA AS FOTOS DO ÚLTIMO TREINO ANTES DO JOGO COM O URUGUAI

A Seleção Nacional realizou, na manhã desta sexta-feira, o último treino antes do jogo com o Uruguai, dos oitavos de final do Mundial-2018. Veja as fotos na galeria em cima.

Créditos FPF











WILLIAM CARVALHO NO RELVADO MAS AINDA CONDICIONADO


Depois de ter falhado o treino da véspera devido a mialgia de esforço, William Carvalho já marcou presença na sessão de trabalho desta manhã da Seleção Nacional, a última antes do confronto com o Uruguai nos oitavos de final do Mundial-2018.

O jogador, contudo, realizou apenas treino condicionado, à parte do restante grupo, efetuando sobretudo corrida no período acessível aos jornalistas.

Gelson e Raphael Guerreiro, que também tinha apresentado queixas há dois dias, voltaram a treinar-se normalmente, confirmando estarem aptos para o embate com o Uruguai, marcado para as 19 horas deste sábado, em Sóchi.

A Seleção viajará esta tarde, tendo conferência de Imprensa marcada para as 18 horas em Portugal, com Fernando Santos e um jogador.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

BRUNO ALVES E OS TUBARÕES: «TEMOS DE ACEITAR, PREPARAR E VENCER»


Bruno Alves não dá grande importância ao facto de Portugal ter caído do lado aparentemente mais difícil do quadro, do lado dos chamados «tubarões». «Estamos no Mundial, mais cedo ou mais tarde as grandes equipas vão-se defrontar. Temos de aceitar, preparar e vencer. No Campeonato no mundo estão as melhores, bonito também é poder jogar contra e superar as melhores equipas», referiu, comentando também a eliminação da Alemanha:

«Tem-se visto que não há jogos fáceis. A eliminação da Alemanha é prova disso. Vemos, fazemos análise, mas o importante para nós é Portugal.»

O central garantiu que a equipa pode crescer: «O momento vai acontecer naturalmente, é normal que nos primeiros jogos ninguém queira errar,  estejamos um pouco mais tensos. Já superámos essa fase, a qualidade de jogo pode melhorar. Mas também sabemos que se não podemos jogar tão bem, temos de vencer. Às vezes mais do que jogar bem, o importante é vencer.»