quinta-feira, 28 de junho de 2018

«PARA MIM ESTAR NO MUNDIAL JÁ É UMA VITÓRIA TODOS OS DIAS»


Bruno Alves acha que «ainda é cedo para fazer a mala» e voltar para casa domingo. O defesa fez esta quinta-feira a antevisão do jogo de sábado (19 horas) frente ao Uruguai, concordando que a Seleção está mais solta da pressão da fase de grupos.

«Ainda é cedo para fazer a mala, temos de disputar o jogo. Estamos concentramos em preparar bem a partida, vencer e continuar forte até ao final», referiu.

Sem minutos jogados, Bruno Alves garante estar totalmente confiante: «Sigo sempre muito motivado, trabalho todos os dias para merecer uma oportunidade, sempre fiz. Azia? Para mim estar no Mundial já é uma vitória todos os dias. Mesmo não jogando sou feliz e vou fazer tudo o que puder para a Seleção ir o mais longe possível. Ajudando os meus colegas e esperando a minha oportunidade. Mas apoiando sempre e querendo o melhor para quem está dentro do campo. Todos aqui têm qualidade para jogar, tenho de esperar o melhor momento. Acho que vai aparecer. Quem não tem jogado trabalha para ajudar quando chegar o momento. Acredito que olhando para mim os que jogam entram em campo e dão tudo - até por respeito por quem está fora. Temos de aproveitar o tempo que temos aqui. Sempre valorizei a chamada da seleção, o estar aqui.»

Ao invés de pressão, o jogador reconheceu o peso de chegar com o título de campeão da Europa: «Responsabilidade sempre, é natural que nestes jogos de grupo ninguém queira cometer erros, essa tensão dos primeiros jogos pesa um pouco, mas podemos ir melhorando e fazer mais e melhor.

Bruno Alves comentou o facto de o Uruguai ter marcado os 5 golos que tem até agora de bola parada, não considerando que a sua altura possa ser determinante para entrar no onze desta vez. «Estou preparado para tudo, jogar ou não. Importante é Portugal vencer. Nem me lembro da última vez em que Portugal sofreu golos de bola parada, estamos bem nesse aspeto, se for chamado para combater esse tipo de jogo estou bem. Os meus colegas também têm estado bem. Mas Portugal defende com todos os jogadores, todos ajudam, não vai ser diferente. É preciso ter atenção a esses jogadores de classe mundial, como Cavani ou Suarez, mas Portugal tem demonstrado que está preparado para jogar contra qualquer equipa», avaliou.

O futvólei

O treino começa sempre assim: os jogadores juntam-se para fazer jogar futevólei no relvado. Bruno Alves costuma até organizar um torneio na sua nativa Póvoa de Varzim, os jornalistas quiseram saber se tinha levado uma rede da Póvoa para Kratovo. «Por acaso não trouxe a rede. O futevólei é uma maneira de nos divertirmos antes de começar os treinos. É bom interagir com outros colegas, é uma maneira de competirmos e de nos divertirmos», contou.

WILLIAM CARVALHO FALHA TREINO COM MIALGIA DE ESFORÇO


A dois dias de defrontar o Uruguai, William Carvalho foi obrigado a parar. O médio, totalista nos três anteriores jogos de Portugal no Mundial-2018, está a contas com mialgia de esforço e falhou o treino matinal desta quinta-feira.

Em sentido inverso, Gelson Martins, que na véspera também tinha estado ausente, já voltou a pisar o relvado esta manhã, assim como Raphael Guerreiro, igualmente condicionado no treino de quarta-feira.

Fernando Santos contou assim com 22 jogadores no relvado.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

«JOGARMOS BONITO OU FEIO SÃO ANÁLISES VOSSAS, O MAIS IMPORTANTE É VENCER»


Cédric Soares não tem dúvidas: apesar das críticas, a Seleção Nacional está a cumprir objetivos a que se propôs, nomeadamente com a qualificação para os oitavos de final do Mundial.

«Esta fase de grupos tem-se revelado difícil para todos, muito competitiva, mas sem dúvida que era objetivo nosso e agora temos tempo de preparar os oitavos. A partir de agora são finais, vamos encarar dessa maneira», referiu a propósito do jogo de sábado frente ao Uruguai.

Uma questão sobre a obrigatoriedade de jogar melhor do que frente a Marrocos e Irão suscitou outra pergunta, mas o mesmo pragmatismo. «O mais importante é vencer os nossos jogos. O mundial tem sido difícil para todos. Conseguimos o primeiro objetivo, a equipa está de parabéns. Agora vamo-nos focar no adversário, que tem uma grande seleção, mas somos campeões da Europa, já demonstrámos várias vezes a nossa qualidade», disse.

Mas haverá algo a mudar? «Temos a nossa estratégia para vencer. Bonito ou feio são análises vossas, o mais importante é vencer. Frente ao Uruguai temos de estar sempre vivos, encarar cada bola parada como perigo.»

No que se pensa quando se pensa em Uruguai é em Cavani e Suarez, mas há mais: «O Uruguai tem excelentes jogadores, já foram campeões do Mundo duas vezes. Sabemos que em 2018 não perderam jogos, não sofreram golos, é um dado interessante. Já joguei com um dos defesas no Southampton, o Cáceres. Mas eles também têm de nos analisar, também temos as nossas armas, acreditamos muito em nós.»

«ACHO QUE AINDA VOU FICAR AQUI MUITO TEMPO»


Depois da ´premonição´ feita em 2016, onde Fernando Santos referiu que só voltaria a Portugal após a final, onde Portugal acabaria por se tornar campeão europeu em França, desta vez o selecionador português optou por se conter nas previsões quanto à prestação da equipa das quinas no Mundial da Rússia, afirmando, contudo, que acredita que pode chegar à final.

«Não venho para aqui com nada premeditado, a pensar vou dizer isto ou vou dizer aquilo. Mas sei o que quero. E posso até dizer que o meu neto vem já cá ver o jogo. Eu estou com saudades dele e como acho que ainda vou ficar aqui muito tempo, é melhor ele vir já para se ir habituando», afirmou Fernando Santos, antes de abordou o duelo dos oitavos de final, frente ao Uruguai.

«O que eu sinto é que domingo vou estar aqui, tranquilo, para continuar o Mundial. Não sou bruxo nem tenho dons de adivinhos. Mas confiança tenho muita», disse.

«Toda a gente dizia que o nosso era o grupo mais fácil, que Portugal e a Espanha estavam apurados, mas depois foi o que se viu. Os jogos foram muito difíceis. Portugal podia ter sido eliminado, e a Espanha? Ficava cá a apanhar ar? A partir daqui ou ganhas e continuas. Vai ser um jogo difícil mas estou confiante que vamos ganhar», concluiu o selecionador nacional.

«NÃO VAI SER UM JOGO FÁCIL PARA NENHUM DOS DOIS»


A Seleção Nacional já prepara a partida dos oitavos de final, frente ao Uruguai, marcado para o próximo sábado às 19.00 horas. Pela frente terá uma formação que garantiu os nove pontos possíveis em três jogos na fase de grupos, com cinco golos apontados e nenhum sofrido.

Em declarações aos jornalistas, Fernando Santos elogiou a qualidade do conjunto adversário, bem como o selecionador uruguaio, Óscar Tabárez.

«É uma grande equipa, com um treinador que a lidera há 12 anos. Sabe muito bem o que quer do jogo. Mas pela frente vai ter um grande adversário, que é Portugal, e eles sabem disso. Não vai ser um jogo fácil para nenhum dos dois. Tenho grande confiança nos meus jogadores e acredito que vamos passar», reiterou o selecionador nacional, ciente da capacidade, não só coletiva, mas também individual do oponente.

«É Bentancur e Vecino, é Godín e Giménez, Cáceres, e todos os outros jogadores, alguns que até conhecemos bem e que passaram pelo FC Porto e Benfica, como o (Cristian) Rodríguez», justificou.

Fernando Santos abordou ainda as duas estrelas maiores da formação sul-americana, Cavani e Luis Suárez, dois avançados perigosíssimos, segundo o técnico.

«Por alguma razão um joga no Barcelona e outro no PSG. Não vamos desrespeitar dois futebolistas dessa qualidade e que ainda por cima jogam juntos há muito tempo. Se virem um jogo, têm vários movimentos automáticos. Temos de prestar atenção», avisou.

GELSON MARTINS E RAPHAEL GUERREIRO EM EXAMES MÉDICOS


Dois dias após o empate frente ao Irão, a Seleção Nacional voltou aos trabalhos na manhã desta quarta-feira, em Kratovo, com duas baixas nos comandados de Fernando Santos, a três dias da partida frente ao Uruguai.

Raphael Guerreiro e Gelson Martins acusaram dores musculares, e depois de terem realizado apenas trabalho especifico, seguiram para exames médicos de forma a apurar a gravidade das situações.

O lateral-esquerdo subiu ao relvado para trabalhar sob o olhar atento do fisioterapeuta António Gaspar, enquanto o extremo realizou apenas trabalho de ginásio.

A RESPOSTA CONTUNDENTE DE QUARESMA A CARLOS QUEIROZ


Através das redes sociais, Ricardo Quaresma acrescentou, esta quarta-feira, novo capítulo à troca de `mimos´ com Carlos Queiroz na sequência do jogo entre Portugal e Irão.

«Estou habituado a sofrer de preconceito ao longo da vida, talvez isso me tenha feito mais forte, talvez isso me tenha feito um ser humano melhor. A minha resposta a esse preconceito sempre foi trabalhar mais, lutar mais, para chegar onde sempre sonhei chegar. Sei de onde vim, o que passei para aqui chegar e para onde quero ir e não quero ir sozinho, quero ir com a equipa toda, ser um entre todos. Amigos, se é verdade que o povo diz que se deve ter sempre um olho no burro e outro no cigano também é verdade que vozes de burro não chegam ao céu. Agora, vamos lá jogar, apoiar a seleção, concentrados para ganhar ao Uruguai», escreveu, no Instagram, o internacional português.

«ESTE MUNDIAL TEM SURPREENDIDO, JÁ NÃO HÁ PAPÕES»


Cédric Soares foi convidado a comentar a qualidade deste Mundial, que tem oferecido dificuldades aos considerados favoritos.

É, também, a estreia do jogador nestas competições: «Estou a viver bem esta experiência, a desfrutar acima de tudo, lutámos bastante para estrar aqui, queremos desfrutar com responsabilidade. Sim, vemos os jogos das outras equipas e o Mundial tem surpreendido a todos. Já não há grandes e papões, os jogos têm sido todos a doer, mas torna as coisas mais interessantes.»

CÉDRIC CHUTA ANÁLISE AO VAR «PARA CANTO» E EXPLICA PENÁLTI DO IRÃO


O final dos dois jogos do grupo B foram decididos com recurso ao videoárbitro (VAR). Convidado a comentar o uso da tecnologia neste Mundial, Cédric evitou.

«É uma decisão da FIFA, vou ter de chutar essa para canto. Só nos podemos preocupar com o que podemos fazer e não com o que não podemos controlar», disse.

No entanto, aceitou comparar o seu lance de bola no braço frente ao Irão, com o árbitro a conceder grande penalidade para os asiáticos, e o ocorrido ontem no Nigéria-Argentina, em que o árbitro não julgou que Rojo tenha jogado intencionalmente a bola com a mão, não atribuindo penálti aos africanos. 

«Acho que são lances diferentes, posso explicar o meu: vi a bola partir do cruzamento, tentei saltar com o adversário e há uma carga sobre mim, não me deixa saltar. Ao tentar fazê-lo levanto o braço de modo involuntário, quando há contacto a bola raspa na mão, mas é só raspar, nem se altera a trajetória da bola. No lance de ontem interfere com avançado, só há um defesa na área. Mas também concordo que não se tenha marcado. Da minha parte foi muito mais exagerado», disse.

DUAS BAIXAS A TRÊS DIAS DO URUGUAI


A Seleção Nacional voltou ao trabalho na manhã desta quarta-feira, em Kratovo, para preparar o jogo com o Uruguai, sábado, às 19 horas, referente aos oitavos de final do Mundial.

Raphael Guerreiro e Gelson Martins, ambos com dores musculares, fizeram trabalho específico. O lateral-esquerdo subiu ao relvado para trabalhar sob a supervisão do fisioterapeuta António Gaspar, enquanto o extremo ficou no ginásio.

De resto, Fernando Santos teve os restantes 21 jogadores à disposição para ensaiar a estratégia com vista ao encontro com a seleção sul-americana.

Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, esteve no relvado nos 15 minutos iniciais abertos à comunicação social.

terça-feira, 26 de junho de 2018

O QUE ESPERAR DO URUGUAI?


Sólidos na defesa, matadores no ataque e raça em todo o campo. Assim podemos definir a seleção do Uruguai, adversário de Portugal nos oitavos de final do Campeonato do Mundo de 2018.

A equipa celeste chega à fase a eliminar do Mundial sem derrotas nem golos sofridos na fase de grupos, depois das vitória sobre o Egito (1-0), a Arábia Saudita (1-0) e Rússia (3-0), confirmando a liderança do Grupo A que ditou duelo com a equipas das Quinas, segundo no Grupo B.

A caminhada para a Rússia foi relativamente tranquila, fechando a qualificação sul-americana no segundo lugar, atrás do Brasil e à frente da Argentina e da Colômbia.

Chega ao Mundial de olho no tri (foi campeão em 1930 e 1950) e com o estatuto de seleção da América do Sul mais titulada em competições do Continente (Conmebol): 8 títulos no antigo Campeonato Sul-Americano, agora designado Copa América, onde somou mais 7 troféus.

O histórico de duelos entre Portugal e Uruguai, atual 14.º do ranking FIFA, é curto e resume-se a dois jogos: empate a um golo na Copa da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1972; e vitória da equipa das Quinas, por 3-0, num jogo de preparação em Lisboa, em 1966.