sábado, 23 de junho de 2018

«RONALDO TEM ESTADO PRESENTE PARA PORTUGAL, EM 2010 NÃO TIVE ESSA SORTE»


Cristiano Ronaldo tem sido a figura maior de Portugal no Mundial-2018. O capitão marcou todos os golos da Seleção na competição e foi um dos temas abordados por Carlos Queiroz numa conversa com jornalistas à margem do treino do Irão.

«Portugal tem a fórmula mágica para vencer o Mundial. São uma grande equipa e um jogador que faz a diferença. Se olharmos para a história encontramos vários exemplos: Brasil com Pelé, Argentina com Maradona, Inglaterra com Charlton, Alemanha com Beckenbauer. Portugal é essa equipa hoje», começou por explicar.

Antigo selecionador nacional, Carlos Queiroz reconhece que Cristiano Ronaldo é um jogador diferente daquele que treinou no Mundial-2010.

«É evidente que hoje temos outro capitão que não tivemos na África do Sul. Um jogador completamente diferente. Está aqui, lá não esteve tão bem em alguns momentos. Temos dias melhores, outros piores. Ainda bem para Portugal que ele está aqui em pleno, eu não tive essa sorte», concluiu.

Recorde-se que na África do Sul em 2010, Cristiano Ronaldo marcou um golo numa campanha que terminou com uma derrota frente à Espanha nos oitavos de final (1-0). Na sequência da eliminação, Carlos Queiroz revelou que Ronaldo «foi capitão cedo de mais», apontando como das falhas para o insucesso luso.

«QUEREMOS SEMPRE GANHAR, É A NOSSA GRANDE FÓRMULA»


O Irão assumiu que fará frente a Portugal um jogo de expectativa, defensivo. Rúben Dias, que este sábado foi o jogador escolhido para abordar a partida, reconheceu que vai ser preciso ter paciência.

«Como abordamos o jogo? Queremos sempre ganhar, é a nossa grande fórmula. Já vimos vários jogos do Irão temos de entrar com tudo porque temos de passar o grupo. Vai ser difícil e temos de estar ao máximo das nossas capacidades. Não sei se o Irão é muito defensivo, não sou eu que tenho de fazer essa observação, cada equipa usa a sua estratégia. Temos é de ultrapassar essas defesas que nos queiram colocar», disse.

Rúben Dias assumiu, também, alguma ansiedade no grupo, mas decorrente do enquadramento: «Acho que esse fator existe inevitavelmente, é o Mundial e somos campeões da Europa. Os nossos jogadores são muito bons, têm muita qualidade e todos temos o mesmo objetivos. Como disse antes, não é altura ideal ainda para balanços, estamos ainda no início. Tem sido fantástico partilhar balneário com todos. Claro que Cristiano foi o melhor do mundo, vejo o exemplo dele todos os dias. Estar aqui é uma experiência que nem todos têm oportunidade. Quero continuar a crescer.»

Esta partida será também histórica para o Irão, que pode pela primeira vez chegar aos oitavos de final: «Claro que sim, cada um tem a sua ambição, para eles está em causa fazer história, aumenta a nossa dificuldade, temos de entrar fortes.»

O jogador reconheceu ainda que as seleções apontadas como favoritas, como Brasil ou Argentina, têm sentido dificuldades. «É um Mundial, é um sonho para muitos jogadores, todos têm a ambição no extremo. E o futebol tem evoluído, temos vistos todos os jogos disputados até ao último segundo.»

RAPHAEL GUERREIRO NO TREINO, MOUTINHO AINDA AUSENTE


A Seleção Nacional voltou este sábado ao relvado de Kratovo, com Raphael Guerreiro integrado,. Ná véspera o lateral-esquerdo acusou queixas musculares devido a mialgia.

Nos primeiros 15  minutos abertos à Comunicação Social não esteve presente, por outro lado, João Moutinho, ainda com gripe. É o segundo treino que o médio falha depois do jogo com Marrocos.

«RONALDO? A COMBINAÇÃO DO MELHOR DE TODOS É QUE NOS PODE LEVAR AO QUE QUEREMOS»


Ainda sem minutos jogados, Rúben Dias voltou a ser o porta-voz da Seleção neste Mundial. O central, que é o jogador mais novo do grupo não se mostrou afetado pelas críticas à qualidade do jogo de Portugal, tendo mesmo respondido a todas perguntas com muita ponderação.

«Receber críticas sobre vitórias é sempre diferente. As pessoas podem dizer o que quiserem, mas temos quatro pontos e estamos em primeiro lugar com a Espanha, são bons indicadores. Claro que há sempre aspetos a melhorar, mas dado o contexto do Mundial e as dificuldades para qualquer equipa, estamos no bom caminho. Agora temos um jogo decisivo, mas estamos bem», disse.

Não faltaram perguntas sobre Ronaldo: «No treino é fortíssimo, mas vamos relativizar, no treino cada um de nós tem de fazer o seu trabalho. Tem sido um jogador muito importante, cada um tem a sua particularidade, mas a combinação do melhor de todos é que nos pode levar ao que queremos.

Convidado a comentar a sua própria experiência no Mundial, o defesa do Benfica disse que ainda é cedo para balanços: «Já tinha dito que era para mim um sonho, agora é realidade, tenho que seguir por mais. Está a ser uma experiência muito enriquecedora e partilhada com colegas experientes, mas o caminho ainda vai curto, queremos ir mais longe ainda.»

Curiosa a resposta sobre ainda não ter jogado e as poucas hipóteses de atuar: «Este tipo de competições implica um espírito diferente, trata-se de estar aqui por Portugal e pronto a ajudar, focado no objetivo de toda a equipa.»

sexta-feira, 22 de junho de 2018

«SABEMOS QUE RUI PATRÍCIO NOS PODE SAFAR NUM MOMENTO DE APERTO»


A resposta de Rui Patrício a cabeceamento de Belhanda, ao minuto 57 do duelo com Marrocos, levou a FIFA a comparar o guardião da equipa das Quinas a Gordon Banks, inglês que protagonizou aquela que é considerada a melhor defesa da história dos Campeonato do Mundo.

Nada que tenha surpreendido José Fonte.

«O Rui Patrício tem-nos acostumado sempre a grandes exibições. Já no Europeu fez um torneio fantástico. Para nós defesas, quando temos um guarda-redes a jogar ao nível a que ele joga, dá-nos confiança, porque sabemos que é alguém que num momento de aperto nos pode safar», comentou o central, antes de rematar:

- É uma honra e um orgulho jogar com o Rui Patrício e ver o nível a que ele está.

«POSSO TOCAR BOMBO, ALGUÉM HÁ-DE TOCAR VIOLINO»


«Quem quer ganhar tem, por vezes, de tocar no violino e noutras tem de tocar no bombo. E julgo que temos conseguido tocar violino e bombo durante os jogos. Não podemos é ter só violinistas em campo. Ou só tocadores de bombo. Temos de ganhar mais duelos individuais, de ganhar mais lances um contra um e ter mais capacidade ofensiva em campo», disse Fernando Santos sobre aquela que deve ser a forma de jogar da Seleção Nacional frente ao Irão, na última jornada da fase de grupos do Campeonato do Mundo.

José Fonte quer participar na orquestra: «Se o mister quiser, posso tocar bombo. Alguém há-de tocar violino. O importante é haver harmonia. Todos têm o seu papel na equipa. O importante é sempre ganhar.»

Questionado se a condição de campeão Europeu tem pesado nos jogadores e afetado as exibições de Portugal neste Mundial, o defesa-central atirou: «Já interiorizámos que temos a responsabilidade de jogar sempre para ganhar. E é isso que fazemos - tentamos ganhar todos os jogos. Temos experiência suficiente na equipa para saber lidar com isso.»

E o favoritismo: «Favoritos são o Brasil, a França, e essas equipas… Nós estamos focados em ganhar jogo a jogo.»

Adversário nos oitavos de final, Rússia ou Uruguai: «Primeiro, o mais importante é passar e chegar lá. Todos os adversários são difíceis e têm qualidade, estamos focados em passar e em estar lá para os defrontarmos.»

DERROTA DA ARGENTINA NÃO SURPREENDEU JOSÉ FONTE


Foi um dos resultados mais inesperados do Mundial, ainda assim não o suficiente para surpreender José Fonte. Para o defesa-central da Seleção Nacional, a goleada da Croácia à Argentina (3-0) é prova do quão difícil é disputar um Campeonato do Mundo.

«Vimos o jogo. Surpreender não surpreendeu porque jogámos contra Croácia no Euro-2016 [n.d.r. vitória por 1-0, nos oitavos de final] e foi um jogo bastante difícil. É uma seleção com muita qualidade e um nível muito alto. Este resultado demonstra a força que a Croácia tem, não me surpreendeu», referiu em conferência de imprensa.

Sobre as contas da Argentina, em dificuldades no grupo, José Fonte atirou: «Isso não nos diz muito – estamos apenas focados na nossa Seleção. Mas só demonstra como o Campeonato do Mundo é difícil. Há seleções com muito qualidade e não há jogos fáceis.»

«PARA NÓS, PORTUGUESES, CRISTIANO É O MELHOR»


Questionado se Cristiano Ronaldo pode ser considerado pelos portugueses o melhor futebolistas de todos os tempos, tal como Maradona é para os argentinos ou Pelé para os brasileiros, José Fonte atirou:


– Para nós, portugueses, Cristiano é e vai ser sempre o melhor. O debate sobre o melhor de todos os tempos é relativo porque todos foram grandes jogadores e tiveram a sua qualidade. Mas para nós, portugueses, o Cristiano vai ser sempre o melhor - é o nosso Cristiano! Se é ou não o melhor de todos os tempos é um pouco relativo e difícil de justificar.


«É um facto que continua a bater todos os recordes e a surpreender-vos. A nós (companheiros de Seleção) não surpreende porque vemos todos os dias o que ele é capaz de fazer. Vai continuar a marcar e a bater recordes. Depois, no fim, logo se fazem as contas», rematou.

MOUTINHO E GUERREIRO AUSENTES DO TREINO


A Seleção Nacional realizou em Kratovo o segundo treino de preparação para o derradeiro jogo da fase de grupos do Mundial, com o Irão, partida que está agenda para as 19 horas de segunda-feira.

Fernando Santos já contou com quase todos os titulares no jogo com Marrocos que no ensaio de quinta-feira se limitaram a realizar trabalho de recuperação. Exceção feita para João Moutinho e Raphael Guerreiro, que não foram vistos no relvado no período de 15 minutos em que o treino esteve aberto à comunicação social.

O médio apresentou síndrome gripal, ao passo que o lateral-esquerdo acusou queixas musculares devido a mialgia. Ambos ficaram aos cuidados do departamento médico da Seleção.

«SE FOR PARA VENCER TODOS OS JOGOS POR 1-0, ASSINO JÁ POR BAIXO»


José Fonte rebateu as críticas sobre a falta de qualidade da exibição de Portugal frente a Marrocos, na segunda jornada do Grupo B do Campeonato do Mundo.

«Não sei se as exibições são assim tão fracas. Temos quatro pontos e o primeiro lugar do grupo. A Espanha está na nossa frente só pela situação dos cartões amarelos. Poderíamos ter feito exibição melhor, com controlo de jogo, contra Marrocos, mas também tem de ser dar credito e mérito às outras equipas que lutam pela vida, pelos seus países e também têm qualidade», referiu em conferência de imprensa, em referência à vitória pela margem mínima frente à seleção marroquina:

- Não estamos satisfeitos, mas, como digo, temos quatro pontos, sabemos a nossa qualidade e queremos fazer melhor. Como dizia o 'mister', se for para vencermos todos os jogos por 1-0 assino já por baixo.

O defesa-central destacou ainda a união que se vive no seio da equipa das Quinas: «É a nossa arma mais forte. O nosso espírito de sacrifício que temos uns pelos outros. Acreditar que quando um colega falha o outro vai estar lá estar para nos ajudar. Foi assim que ganhámos o Euro-2016 e vai ser assim que vamos continuar, com entreajuda, união e paixão por Portugal, e pela equipa.»