Fernando Santos apontou falhas à exibição de Portugal no ensaio com a Argentina, sobretudo nos primeiros 20 minutos, identificando como aspetos positivos, além da vitória, «o empenho, a entrega e a vontade» com que os jogadores encararam o jogo com o vice-campeão do Mundo em título.
«Neste jogo há que tirar ilações menos positivas. Os primeiros 20 minutos da nossa equipa foram muito, muito maus. Permitimos que a Argentina jogasse, chegámos sempre tarde à bola. Há que destacar a entrega, a disponibilidade e capacidade dos jogadores para correr, mas temos capacidade para fazer mais. Retifiquei algumas posições em campo que pensei que estivessem bem, mas verifiquei que não estavam. A Argentina continuou por cima mas o jogo ficou mais equilibrado, Portugal passou a ter um pouco mais a bola», analisou o selecionador nacional, em declarações à RTP.
«Na segunda parte fiz algumas alterações, havia jogadores cansados. Defendemos melhor mas tivemos sempre dificuldade em sair para o ataque. Nos últimos 10/15 minutos a equipa subiu no terreno, o adversário baixou um pouco e acabámos por fazer o golo. A equipa não sofreu qualquer golo nos últimos três jogos e isso é muito importante», realçou.
Satisfeito com «o empenho, vontade e entrega» dos jogadores, Fernando Santos não gostou «da qualidade exibicional» da equipa das quinas em Old Trafford.
No entanto, fez questão de salientar: «Há 42 anos que não ganhávamos à Argentina, só por isso já estou satisfeito».
O médio Adrien mostrou-se satisfeito por ter cumprido a primeira internacionalização com a camisola da Seleção Nacional.
«Tudo tem o seu tempo. Hoje chegou o meu momento e tentei corresponder para ajudar a equipa. Conseguimos esse objetivo que era ganhar», disse o jogador do Sporting à RTP no final da partida.
Adrien entrou aos 51 minutos para o lugar de André Gomes e a indicação que recebeu do selecionador Fernando Gomes é que o jogo era para ganhar:
«Sem dúvida. Com a camisola da Seleção, nunca se joga para empatar ou para perder, sempre para ganhar. Foi isso que o mister me disse.»
Sobre Raphael Guerreiro, que se estreou a marcar pela Seleção: «A qualidade dele está à vista de todos. Está aqui para a ajudar, conseguiu o golo e estamos felizes por ele.»
José Fonte revelou-se naturalmente satisfeito depois da estreia pela seleção, na vitória sobre a Argentina (1-0).
«É um orgulho enorme, um sonho concretizado com muito sacrifício e trabalho», começou por dizer o defesa do Southampton, que congratula o coletivo e lembra que é mais uma opção para ajudar a seleção a garantir os objetivos:
«Foi uma estreia feliz, ainda mais porque conseguimos vencer. Estou aqui para trabalhar e ajudar naquilo que posso.»
O diretor da Federação portuguesa de futebol (FPF), João Vieira Pinto, garantiu que o capitão da Seleção Nacional, Cristiano Ronaldo, sabe perfeitamente da importância da partida entre Portugal e a Argentina.
«Cristiano Ronaldo está como o resto dos colegas, ou seja, concentrado. Ele sabe da importância do jogo. Ronaldo está tranquilo e pronto para jogar», afirmou João Vieira Pinto, em declarações à TVI24.
O dirigente da FPF reconheceu que a Argentina é uma seleção poderoso e que isso poderá ter algum impacto nos jogadores nacionais.
«Acho que todos os jogadores sentem um nervosismo natural, mas isso não os impede de jogar bem. O nervosismo é natural até acontece em jogo do campeonato. Vai ser um bom espetáculo e todos vão sair satisfeito.»
João Vieira Pinto também abordou o elevado cachet (1.2 milhões de euros) que Portugal vai receber por este particular e salientou que o dinheiro em questão também é importante para financiar as restantes seleções.
O extremo português Ricardo Quaresma disponibilizou uma foto, nas redes sociais, com o antigo colega Anderson (Man. United) e com Cristiano Ronaldo.
O brasileiro Anderson jogou com Quaresma no FC Porto e com Cristiano Ronaldo no Manchester United.
O extremo português colocou a seguinte mensagem: «Força PortugaL! Juntos somos uma grande equipa. Go Portugal! Ricardo Quaresma»
A Federação Portuguesa de Futebol não deixou passar o 28.º aniversário de Nani e, como manda a tradição, houve direito a bolo para assinalar a data.
Quis o destino que o extremo celebrasse o aniversário em Manchester, cidade onde jogou nos últimos sete anos e de onde saiu no último verão para regressar a Alvalade, outra casa que lhe é querida.
Portugal vai manter a filosofia de jogo frente à Argentina, adversário que Fernando Santos vai encarar da mesma forma como a Arménia: sem adaptações nem marcações homem a homem.
«Temos uma forma de jogar, não somos uma equipa que se adapta aos adversários. Com a qualidade dos jogadores que temos, isso não faria sentido. A Argentina também não se irá adaptar a Portugal, fará o seu jogo, manterá a filosofia e nós iremos fazer o mesmo», disse o selecionador nacional na projeção do encontro particular desta sexta-feira em Old Trafford.
E manter a filosofia é dar atenção à Argentina como um todo sem atenções redobradas com Lionel Messi: «Não vamos fazer marcações homem a homem. Não vamos designar ninguém para marcar Messi, apesar de sabermos da qualidade dele. Teremos de ter alguma atenção a ele mas também com a equipa toda da Argentina. Se só marcarmos Messi, vamos ter muitos problemas. Temos de estar focados e não dar espaços a Messi nem a outro qualquer jogador argentino. Mas vamos procurar evitar que ele (Messi) faça estragos, é óbvio».
«Não há jogos menos importantes»
Fernando Santos promete equipa empenhada frente à Argentina, como se de um jogo de qualificação se tratasse: «Não há jogos menos importantes: uns valem pontos, outros não. Quanto se entra em campo com a camisola do País, todos os jogos são importantes. Os jogadores são responsáveis e profissionais e estão focados no jogo com a Argentina. Vamos ser uma equipa empenhada, que entra em campo sempre com a ambição de ganhar. Vai ser um jogo difícil, entre duas grandes equipas mundiais com jogadores de grande qualidade, mas vamos colocar tudo em campo para vencer.»
Questionado sobre a situação de Bruno Alves, que acabou por perder espaço no onze da Seleção Nacional com o regresso de Ricardo Carvalho, Fernando Santos desvalorizou e disse que são titulares todos os que são chamados a representar a equipa das Quinas.
«Não é uma questão de titularidade, é uma questão de ser ou não convocado. Quem é chamado à Seleção é sempre titular. Quem faz parte deste grupo deve considerar-se sempre titular, independentemente de a escolha do treinador recair num determinado jogador. Conheço bem o Bruno Alves, fui eu que o lancei na alta roda, e ninguém fica satisfeito quando não joga. Todos querem jogar e o Bruno não escapa à regra. É um profissional exemplar, sabe que confio nele, está aqui e sente-se titular», disse o selecionador na projeção do particular desta terça-feira com a Argentina, em Old Trafford.
Sobre Adrien, médio do Sporting que esteve igualmente na conferência de imprensa, Fernando Santos não abriu o jogo: «Têm de esperar por amanhã. Não vão jogar todos. Até amanhã vou decidir.»
Aberta ficou a porta para algumas estreias na Seleção A: «Pode acontecer, não apenas pelo objetivo de promover novos internacionais. Confio em todos os jogadores que fazem parte deste lote de convocados e, se a oportunidade surgir e se eu o entender, poderá haver a possibilidade de alguns jogadores que nunca foram internacionais pela Seleção virem a sê-lo.»
O treinador da Seleção Nacional considera que o encontro de preparação desta terça-feira com a Argentina não será decisivo para a atribuição da Bola de Ouro, partida que volta a colocar frente a frente os dois principais candidatos ao prémio que distingue o melhor jogador do Mundo: Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.
«Para mim não é nada decisivo, eu já votei no Cristiano. Não é um jogo que será decisivo para a atribuição de um prémio desses porque o que conta é a regularidade ao longo da época. Todos os treinadores já terão decidido em quem vão votar. São dois génios e cada treinador poderá ter preferência por um ou outro. Eu procuro votar conforme a época que realizaram», disse em conferência de imprensa, frisando que a Bola de Ouro ou o duelo Ronaldo-Messi são temas que «não foram abordados no estágio» da Seleção:
«Até hoje, não ouvi o Cristiano falar desse assunto, também não acredito que Messi fale. Percebo que haja esse interesse e, num momento de atribuição de uma Bola de Ouro, tem sempre algum peso. Mas não vamos jogar um contra um. Se fosse, tentaria dizer ao Ronaldo o que fazer para parar o Messi mas não é o caso. A minha preocupação é explicar à minha equipa o que fazer em relação à equipa da Argentina para conseguirmos o nosso objetivo que é a vitória».
A conferência de Imprensa visava projetar o jogo com a Argentina, em Old Trafford, mas o `duelo` particular entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi e a luta entre ambos pela Bola de Ouro foram temas incontornáveis. Ricardo Carvalho respondeu a várias perguntas a esse propósito, e em todas manifestou admiração pelo capitão da equipa das quinas.
«O jogo é Portugal contra Argentina e não Ronaldo contra Messi. Mas para nós, portugueses, é expectável que Cristiano Ronaldo ganhe a Bola de Ouro. Tem estado imparável este ano. Ronaldo quer sempre mais, até nos treinos. É quase perfeito, é forte no jogo aéreo e está sempre em grande forma», realçou o defesa-central.
Entre Ronaldo e Messi, a escolha afigura-se fácil.
«Sou português, sou suspeito mas penso que o Cristiano é o melhor», elegeu Ricardo Carvalho, que diz não vislumbrar tiques de vedetismo no compatriota:
«É uma pessoa ambiciosa mas não o vejo diferente por já ter conquistado a Bola de Ouro».
Defender e atacar como equipa
Dissecado o tema Cristiano Ronaldo vs Lionel Messi, seguiram-se as questões sobre o Portugal-Argentina.
Ricardo Carvalho deu a receita.
«Temos vindo a melhorar e conhecemo-nos melhor. Temos de ser coesos, compactos e defender e atacar enquanto equipa», apontou, mostrando-se conhecedor dos perigos do adversário:
«Conhecemos o valor da Argentina, foi finalista no último Mundial. Reconhecemos valor aos seus jogadores, os homens da frente podem desequilibrar. Temos de estar muito atentos para tentar anular essas peças».
«Não começámos bem a fase de qualificação, mas temos vindo a ganhar jogos e para crescer é preciso ganhar», destacou ainda Ricardo Carvalho, não se livrando, contudo, de nova pergunta sobre Lionel Messi.
Desta feita, a propósito da eventual marcação individual ao número 10 da formação das pampas.
«Penso que não iremos marcar homem a homem. Defendemos como um todo, cada um joga na sua posição e marca quem estiver na sua zona», referiu.
Adrien é já uma presença habitual no lote de convocados de Fernando Santos para a seleção portuguesa, no entanto, o médio do Sporting ainda procura a sua primeira internacionalização. Confrontado com a possibilidade de fazer a estreia amanhã, no particular frente à Argentina, em Old Trafford, Adrien garantiu estar preparado para ir a jogo.
«O meu objetivo é ajudar a seleção, não sei se jogo, mas estou preparado para corresponder e poder orgulhar os portugueses. Claro que seria um momento marcante por ser a minha primeira internacionalização, mas o perfeito é terminar a partida com uma vitória», disse em conferência de imprensa.
«Estar entre os melhores é sempre um momento de grande orgulho e uma oportunidade para evoluir», reconheceu.