O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) anunciou, esta terça-feira, que vai tomar uma posição sobre o pedido de suspensão do castigo do novo selecionador português, Fernando Santos, até à próxima segunda-feira.
Através de comunicado, o TAS «confirma a receção do recurso de Fernando Santos ao castigo imposto pela FIFA de oito jogos de suspensão e à multa de 20 mil francos suíços [cerca de 16.500 euros], por conduta antidesportiva contra um árbitro» no Mundial-2014, quando era selecionador da Grécia.
"Juntamente com o seu pedido de recurso, o treinador avançou com um pedido de suspensão da decisão recorrida, para poder estar no próximo jogo oficial da seleção principal portuguesa [com a Dinamarca], a 14 de outubro. O TAS vai tomar uma posição sobre este assunto a ou antes de 13 de outubro", conclui a instância jurídica.
Ricardo Carvalho, de 36 anos, confessou o seu arrependimento, e revelou que o seu abandono em 2011 foi um erro que pagou bem caro.
«O mais prejudicado fui eu. Foi um período muito duro até agora», revelou Ricardo Carvalho, que mesmo assim, sabe que o importante é voltar e poder ajudar o País: «Não me interessa se jogo zero, noventa, ou cento e oitenta minutos. Quero estar bem agora para poder voltar para as próximas convocatórias.»
O central do Mónaco recordou ainda que o antigo selecionador nacional, Paulo Bento, nunca o chegou a contactar depois do incidente que ditou o abandono do defesa, a meio de um estágio da seleção: «Se estivesse no lugar de Paulo Bento, provavelmente faria o mesmo. Cometi um erro mas, felizmente, o meu passado também fala por mim.»
Em relação à troca de declarações com Pepe, no ano em que saiu da Seleção, Ricardo Carvalho também se mostrou arrependido: «Não fui correto com Pepe.»
«(Em 2011) achei que tinha de ser verdadeiro com toda a gente. Podia ter acontecido com ele ou com outro jogador qualquer, mas não estive bem», confessou Ricardo Carvalho, em conferência de Imprensa, em Óbidos, local de estágio da Seleção.
A experiência acumulada por Tiago não vai ajudar apenas os jogadores mais jovens dentro campo. Na hora do regresso, após quatro anos de ausência, o médio reconheceu o erro quando informou da indisponibilidade para continuar a representar Portugal, sentindo agora que o seu exemplo pode ajudar os outros a perceber o que representa a Seleção Nacional.
"Estou muito feliz... naquele momento sentia que não podia dar nada à Seleção. Sentia-me em baixo. Agora sinto precisamente o contrario, desde logo, uma alegria imensa a jogar futebol. E o mais bonito para um jogador é estar na Seleção", começou por dizer Tiago, revelando:
"Arrependo-me de ter mandado aquele faxe, apesar de naquele momento pensar que se calhar seria o ponto final para mim. Na altura senti que era melhor dar lugar aos mais jovens, mas eu também precisava de uma pausa, de respirar um pouco. Felizmente essa pausa não foi definitiva. Por isso digo, há momentos em que sentimos uma quebra e necessidade de descansar, mas mandar um faxe não é a melhor opção. Agora, sinto-me como criança que está aqui pela primeira vez."
"O bichinho sempre esteve aqui dentro e chegou o momento em que senti que a decisão de enviar um faxe é algo que nenhum jogador deve fazer. A nossa seleção está sempre dentro de nós e quando surgiu o momento em que as portas se abriram, quis ajudar", acrescentou o médio do Atlético Madrid, admitindo a importância de regressar numa altura em que arranca um novo ciclo na Seleção Nacional, a nível competitivo e com um novo selecionador, Fernando Santos:
"As portas foram fechadas por mim, mas senti que para voltar precisava que as abrissem um pouco. É importante começar desde o início. Não me iria sentir bem ao dizer o que sentia no final a temporada passada. Não queria que toda a gente pensasse que vinha só para jogar o Mundial. Mas já nessa altura me sentia com vontade de regressar. Lá está, enviar o faxe foi um erro. Agora, abriu-se uma porta com entrada de um novo selecionador, que perguntou-se se estaria disponível e eu disse que sim."
"Não é fácil estar aqui hoje depois de ter dito que era melhor não voltar. Por variadíssimos motivos. Não é fácil voltar atrás, por isso, nunca devemos fechar a porta. Deixo aqui o meu exemplo aos meus colegas", reforçou, para depois, comentando também a situação de Ricardo Carvalho, sublinhar: "É um voltar a casa. Ele está a viver o mesmo que eu. Sabemos que não temos um longo futuro na Seleção, mas queremos ter um presente forte."
"Estou num bom momento, mas não sei como trabalha o 'mister' e não estou a pensar se vou ser titular ou não", adiantou ainda Tiago, em resposta às insistentes perguntas sobre os contornos do seu regresso à Seleção.
"Falei com Fernando Santos por telefone e ele disse-me que para ele a idade não contava, que queria ter todos os portugueses disponíveis e eu respondi-lhe que estava disponível e que seria um prazer voltar", esclareceu, para depois especificar que falou "várias vezes com Paulo Bento. Mas foi na mesma altura, quando me sentia cansado, a precisar de estar com a família e de mais dias de folga. O grupo que estava era ótimo e achei que ninguém iria sentir a minha falta, que podia desaparecer sem ninguém dar por isso."
"Agora, temos um grupo cada vez mais jovem e, talvez por isso, o 'mister' quer contar com alguns mais experientes. Numa Seleção, e num clube, faz falta essa mescla entre juventude e experiência. Vamos começar a construir um grupo forte, com objetivo de estar no Europeu. Temos de começar a ganhar jogos já na terça-feira", afirmou, referindo-se à partida diante da Dinamarca (14 de outubro), referente à qualificação para o Euro'2016.
O selecionador gaulês Didier Deschamps reconheceu que vai ser uma missão «complicada» parar Cristiano Ronaldo, no encontro frente a Portugal agendado para o próximo sábado às 19.00 horas.
«É muito complicado. Trata-se de um jogador com um grande capacidade de eficiência. As pessoas que vierem ao estádio vão ficar felizes em vê-lo», elogiou o antigo internacional francês.
Deschamps revelou, ainda, que é necessário «especial atenção» ao avançado português e irá procurar «limitar a sua influência na seleção lusa», no entanto essa situação pode conceder «liberdade aos outros jogadores à sua volta».
O primeiro treino da Seleção Nacional às ordens de Fernando Santos, selecionador que sucedeu a Paulo Bento, teve lugar esta segunda-feira às 17 horas, na Praia del Rey, em Óbidos. Presença notada no treino da equipa das quinas, totalmente aberto à comunicação social, foi a de Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
A sessão acabou mais cedo para 11 jogadores: Ronaldo, Pepe, Ricardo Carvalho, José Fonte, Ivo Pinto, Eliseu, Cedric, Nani, João Moutinho, João Mário e André Gomes, que abandonaram os trabalhos às 17.45 horas. Os dois últimos, médios de Sporting e Valência, respetivamente, nem sequer chegaram a calçar as chuteiras, pelo que utilizaram apenas ténis normais numa sessão mais ligeira que a dos restantes colegas.
O treino, onde o único ausente foi Fábio Coentrão, entretanto dispensado por lesão, terminou por volta das 18.10 horas.
Fábio Coentrão não vai continuar no estágio de Portugal, na preparação para os encontros com a França e a Dinamarca.
A lesão no joelho esquerdo do lateral do Real Madrid esteve na origem da dispensa do internacional português, que recebeu a indicação dos médicos da seleção nacional para abandonar o estágio.
A seleção fica ainda com dois alterais esquerdos: Antunes e Eliseu.
Os três internacionais portugueses vão chegar a tempo do treino das 17 horas, mas um imprevisto relacionado com o voo obrigou os jogadores a comunicarem o atraso à Federação Portuguesa de Futebol. O estreante Ivo Pinto já tinha comunicado previamente o seu atraso à Federação.
A restante comitiva já se encontra toda reunida, com destaque para Fábio Coentrão, que foi o último a chegar a Óbidos.
Às 14 horas, Tiago e Cédric Soares estarão presentes na sala de imprensa.
O novo selecionador de Portugal, Fernando Santos, confirmou que mantém uma boa relação com Paulo Bento e que continuam a trocar mensagens.
«Muito bem. Recebi duas mensagens. Uma logo quando foi o castigo, ele disse-me: “mister, estou fora, soube agora do castigo, o que precisar da minha parte ao seu dispor”. Recebi outra a seguir à minha contratação a desejar as maiores felicidades e mandei-lhe mensagem no dia seguinte à saída da Seleção», afirmou Fernando Santos, em declarações a A BOLA TV.
A seleção argentina de futebol confirmou, esta sexta-feira, que irá defrontar a Seleção Nacional num jogo de preparação que terá lugar em Old Trafford, Manchester, no próximo dia 18 de novembro.
A notícia já tinha sido veiculada pela imprensa e foi agora confirmada na conta oficial do Twitter dos vice-campeões mundiais.
Do lado da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ainda não houve confirmação.
Fernando Santos justificou, esta sexta-feira, as ausências de Raul Meireles, Miguel Veloso e João Pereira da lista de convocados da Seleção Nacional pelo sua pouca utilização nos respetivos clubes.
«São jogadores que ainda têm muito para dar à seleção, mas como não têm jogado com regularidade nos respetivos clubes, não preenchem, neste momento, os requisitos para serem chamados», disse o selecionador da equipa das quinas.
Fernando Santos pronunciou-se, esta sexta-feira, sobre o regresso de Tiago à Seleção Nacional, que havia renunciado em 2011 por considerar que tinha terminado o seu ciclo na equipa das quinas.
«Tiago enviou carta à Federação a pedir para recunciar, mas depois enviou outra a pedir para voltar», advogou o selecionador luso.
Sobre Ricardo Carvalho, que também havia renunciado à formação das quinas, o selecionador defendeu que o defesa «preenche todos os requisitos pela sua qualidade» e experiência.
«Não existe limite de idade para convocar jogadores. Quando falamos em Seleção, a experiência deve ser tida em conta. Foi por isso que chamei o Ricardo Carvalho», defendeu.