William Carvalho, João Mário e André Gomes foram chamados por Fernando Santos, o que quer dizer que não contam para Rui Jorge e a seleção de Sub-21, que tem um play off de acesso ao europeu com a Holanda no próximo ano. O selecionador explicou também o critério, garantindo ter falado longamente com o treinador e Ilídio Vale.
«Se o jogador tem acima de 50% de possibilidades de ser usado, eu chamo. O Rui percebe, os outro jogadores eu não lhos iria tirar. Espero que possamos sempre articular bem as duas equipas.
Fernando Santos até admitiu que, se não houvesse o play off a escolha para a seleção nacional podia ter sido mais alargada. «Era uma possibilidade. Tive muita atenção em falar com o Rui e o Ilídio, sabem melhor o percurso destes jovens, também na perspetiva deles. Não tive possibilidade de ver toda a gente, temos procurado chegar a todos. Mas insisto que a seleção está aberta dos 36 aos 18 anos.»
Fernando Santos confirmou que o recurso ao TAS a propósito do castigo de oito jogos de suspensão está pronto.
«A questão está entregue aos advogados. O recurso vai entrar ainda hoje ou na próxima semana. Não tenho jeito para direito, os advogados saberão o que fazer. Considero uma tremenda injustiça o castigo que tenho, oito jogos é tremendamente ijusto. Se pudesse acabar com o castigo era já amanhã, apesar da grande confiança nos que me rodeiam», disse na conferência de imprensa de apresentação da primeira convocatória.
Neste momento, Fernando Santos está impedido de se sentar no banco em toda a fase de qualificação para o Europeu de 2016, em França.
Era uma conferência para falar do futuro, mas Fernando Santos não se livrou de falar do passado, sobretudo porque incluiu na sua primeira convocatória Ricardo Carvalho, Tiago, Danny e Ricardo Quaresma, jogadores que não contavam para Paulo Bento.
No entanto, recusou que esta sua escolha para os jogos com a França e a Dinamarca seja uma declaração de quebra com o passado: «Não há quebra nenhuma, estamos a falar de futuro, os critérios são claros e são escolhas que eu acho que podem preencher a minha ideia e estratégia para estes jogos. Há um caminho novo a percorrer, foram esses os meus critérios.»
Critérios que foram exaustivamente analisados. «Não faço futurologia, mas o passado interessa pouco. Já disse que se a FPF não inibe, eles estão disponíveis. O meu critério é outro. Respeito as decisões de quem esteve aqui antes, mas agora tomo as minhas decisões. Não me parece que tenha havido faltas de respeito pelo símbolo nacional, talvez uma atitude menos positiva, o Ricardo até esteve castigado durante um ano pela federação. O Tiago voltou a manifestar disponibilidade, não vejo qual é o problema . Aqui não há nada contra ninguém, somos pessoas diferentes, só.»
Fernando Santos foi ainda obrigado a sublinhar que é apenas diferente de Paulo Bento, quando foi convidado a comentar as atitudes de Ricardo Carvalho e Danny – um abandonou o estágio depois de um treino, o outro terá, alegadamente, simulado uma lesão. «É muito simples – não foi comigo. O que temos é um presente que eu quero que projete um futuro brilhante, não há passados nem futuro. Pensamos só em ganhar estes jogos», disse o novo selecionador.
Para o técnico, não há dúvidas sobre as mais valias destes quatro jogadores. «Que trazem os seus regressos? Qualidade técnica, tática, estratégica. Não tenho nenhuma dúvida sobre a disponibilidade total deles, ou não tinham sido convocados. Se preenchem requisitos não percebo porque a questão é colocada. Têm toda a minha confiança.»
Quanto a Ricardo Quaresma, tudo pacífico: «Não podemos dizer que não tem jogado, está na plenitude das suas capacidades. O meu critério foi técnico-tático, estratégico, não importa agora quem vem, quem não vem.»
Além das estreias de José Fonte, Ivo Pinto e João Mário, destacam-se os regressos de jogadores como Ricardo Carvalho, Danny e Tiago, há muito afastados das convocatórias da equipa das Quinas, e ainda de Ricardo Quaresma.
Cédric, Adrien Silva, Antunes e Eliseu são igualmente regressos a destacar, numa lista com algumas ausências como Raul Meireles, Miguel Veloso, Ricardo Costa, João Pereira, Eduardo, Hélder Postiga e Hugo Almeida.
Eis a lista de convocados:
Guarda-redes: Rui Patrício (Sporting), Anthony Lopes (Lyon) e Beto (Sevilha);
Defesas: Bruno Alves (Fenerbahle), Cédric (Sporting), Eliseu (Benfica), Fábio Coentrão (Real Madrid), Ivo Pinto (Dínamo Zagreb), José Fonte (Southampton), Pepe (Real Madrid), Ricardo Carvalho (Mónaco) e Antunes (Málaga);
Médios: Adrien (Sporting), André Gomes (Valência), João Moutinho (Mónaco), João Mário (Sporting), Tiago (Atlético Madrid) e William Carvalho (Sporting);
Avançados: Vieirinha (Wolfsburgo), Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Danny (Zenit), Éder (SC Braga), Nani (Sporting)e Ricardo Quaresma (FC Porto).
O selecionador nacional afirma que não há qualquer obstáculo que impeça a chamada de Ricardo Carvalho e abriu as portas ao regresso do defesa central à equipa das Quinas.
«Se conto com Ricardo Carvalho? Não há nenhum impedimento», frisou Fernando Santos que esta tarde esteve no Funchal para assistir ao Marítimo-V. Guimarães com o objetivo de «observar tudo e todos».
«De uma maneira geral os jogadores que observei até agora corresponderam às minhas expectativas. (...) Tenho um vasto leque de jogadores para ver. Ainda ontem (sábado), colaboradores meus estiveram a ver o jogo entre o SC Braga e o Rio Ave», acrescentou.
Ainda sobre o castigo de oito jogos imposto pela FIFA, Fernando Santos disse ser «claramente uma injustiça muito grande» adiantando que em breve entrará «com um recurso».
Escreveu A BOLA na edição do último sábado que o novo selecionador nacional, Fernando Santos, incluiu na sua pré-convocatória para a dupla jornada com França (11 de outubro) e Dinamarca (14 de outubro), respetivamente jogos de preparação e de qualificação para o Euro-2016, quatro jogadores que já não eram opção para o seu antecessor, Paulo Bento.
Ricardo Carvalho (Mónaco), Danny (Zenit), Tiago (Atlético Madrid) e José Fonte (Southampton) fazem assim parte da lista do treinador de 59 anos. Os dois primeiros deixaram de ser opção por problemas com Paulo Bento, enquanto o médio que passou pelo Benfica já tinha deixado a Seleção após o Mundial-2010 e o central, que também esteve ligado às águias, não tem qualquer internacionalização.
Fernando Santos esteve esta quinta-feira em Madrid, naquela que foi a primeira viagem em trabalho desde que foi apresentado como novo selecionador nacional.
«Estive a trabalhar, seguramente. É o que tenho procurado fazer a partir do momento em que fui apresentado, já antes disso. E é isso que vou continuar a fazer», disse à reportagem d´ A BOLA TV, no aeroporto de Lisboa.
«Não vamos entrar nessas questões. É um processo natural», referiu, quando instado a revelar se se teria reunido com os internacionais portugueses que militam em equipas da capital espanhola.
Os primeiros dias de trabalho como selecionador nacional, realçou, estão «a correr muito bem».
Sexta-feira é dia de clássico. Fernando Santos vai estar em Alvalade.
«Amanhã estarei no Sporting-FC Porto. Não tenho de esperar nada. Agora sou de todos», notou o novo timoneiro da equipas das quinas, entre sorrisos.
Fernando Santos vai divulgar no próximo dia 3 de outubro, sexta-feira, pelas 12.30 horas, aquela que será a primeira convocatória desde que assumiu o comando da Seleção Nacional.
O anúncio tem em vista o encontro de preparação com a França, a 11 de outubro, em Paris, assim como o jogo a contar para o apuramento para o Europeu de 2016, no dia 14, diante da Dinamarca, em Copenhaga.
No mesmo dia Rui Jorge, responsável pela Seleção de sub-21, também vai divulgar os eleitos para os jogos do play-off de acesso ao Campeonato da Europa da categoria, diante da Holanda, em encontros marcados para 9 e 14 de outubro.
Fernando Santos diz que a expulsão de Pepe no jogo com a Alemanha, no Mundial do Brasil, resultou de «um ato irrefletido» do central, não justificando, por isso, a aplicação de qualquer castigo ao jogador.
«Pepe não voltaria, seguramente, a repetir esse erro. Castigar o jogador só por isso não faria sentido. Se fosse um ato refletido seria grave, mas tratou-se dum ato irrefletido», salientou o novo selecionador nacional.
«Não acredito que haja atos de indisciplina na Seleção», sentenciou.
Fernando Santos congratula-se por contar com o contributo de Cristiano Ronaldo na Seleção Nacional e diz não vislumbrar motivos para retirar a braçadeira de capitão ao «melhor jogador do mundo».
«Cristiano Ronaldo é o capitão, não vejo razão alguma para que esse estatuto seja alterado. Ainda não falei com ele mas vou fazê-lo, assim como com outros jogadores. É o capitão, é normal que procure contactar com ele», notou o selecionador nacional, em declarações ao Jornal das 8 da TVI.
«Tive a felicidade de ter sido o último treinador do Cristiano em Portugal e a infelicidade de pô-lo a jogar com o Manchester. Mantivemos sempre uma relação muito boa. É uma enorme felicidade ter o melhor jogador do mundo», regozijou-se.
Fernando Santos vai recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) do castigo de oito jogos que lhe foi aplicado pelo Comité de Disciplina da FIFA, conforme A BOLA adiantou em primeira mão.
O novo selecionador de Portugal, recorde-se, foi suspenso na sequência da expulsão no encontro com a Costa Rica, dos oitavos-de-final do Mundial do Brasil.
Fernando Santos fica assim impedido de sentar-se no banco de suplentes em toda a fase de qualificação do Euro-2016, podendo estrear-se ao segundo jogo da fase final da competição que vai decorrer em França, ou na segunda mão do play-off, caso a equipa das quinas tenha de disputá-lo.
O recurso ao TAS será feito a título pessoal.