sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Fernando Santos esteve em Madrid.

Fernando Santos esteve esta quinta-feira em Madrid, naquela que foi a primeira viagem em trabalho desde que foi apresentado como novo selecionador nacional.

«Estive a trabalhar, seguramente. É o que tenho procurado fazer a partir do momento em que fui apresentado, já antes disso. E é isso que vou continuar a fazer», disse à reportagem d´ A BOLA TV, no aeroporto de Lisboa. 

«Não vamos entrar nessas questões. É um processo natural», referiu, quando instado a revelar se se teria reunido com os internacionais portugueses que militam em equipas da capital espanhola.

Os primeiros dias de trabalho como selecionador nacional, realçou, estão «a correr muito bem».

Sexta-feira é dia de clássico. Fernando Santos vai estar em Alvalade.

«Amanhã estarei no Sporting-FC Porto. Não tenho de esperar nada. Agora sou de todos», notou o novo timoneiro da equipas das quinas, entre sorrisos.

Fernando Santos anuncia primeira convocatória a 3 de outubro.

Fernando Santos vai divulgar no próximo dia 3 de outubro, sexta-feira, pelas 12.30 horas, aquela que será a primeira convocatória desde que assumiu o comando da Seleção Nacional.

O anúncio tem em vista o encontro de preparação com a França, a 11 de outubro, em Paris, assim como o jogo a contar para o apuramento para o Europeu de 2016, no dia 14, diante da Dinamarca, em Copenhaga.

No mesmo dia Rui Jorge, responsável pela Seleção de sub-21, também vai divulgar os eleitos para os jogos do play-off de acesso ao Campeonato da Europa da categoria, diante da Holanda, em encontros marcados para 9 e 14 de outubro.

«Não faria sentido castigar Pepe» - Fernando Santos.

Fernando Santos diz que a expulsão de Pepe no jogo com a Alemanha, no Mundial do Brasil, resultou de «um ato irrefletido» do central, não justificando, por isso, a aplicação de qualquer castigo ao jogador.

«Pepe não voltaria, seguramente, a repetir esse erro. Castigar o jogador só por isso não faria sentido. Se fosse um ato refletido seria grave, mas tratou-se dum ato irrefletido», salientou o novo selecionador nacional.

«Não acredito que haja atos de indisciplina na Seleção», sentenciou.

«Não vejo razão para que Ronaldo deixe de ser o capitão» - Fernando Santos.

Fernando Santos congratula-se por contar com o contributo de Cristiano Ronaldo na Seleção Nacional e diz não vislumbrar motivos para retirar a braçadeira de capitão ao «melhor jogador do mundo».

«Cristiano Ronaldo é o capitão, não vejo razão alguma para que esse estatuto seja alterado. Ainda não falei com ele mas vou fazê-lo, assim como com outros jogadores. É o capitão, é normal que procure contactar com ele», notou o selecionador nacional, em declarações ao Jornal das 8 da TVI.

«Tive a felicidade de ter sido o último treinador do Cristiano em Portugal e a infelicidade de pô-lo a jogar com o Manchester. Mantivemos sempre uma relação muito boa. É uma enorme felicidade ter o melhor jogador do mundo», regozijou-se.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Fernando Santos avança para o TAS.

Fernando Santos vai recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) do castigo de oito jogos que lhe foi aplicado pelo Comité de Disciplina da FIFA, conforme A BOLA adiantou em primeira mão.

O novo selecionador de Portugal, recorde-se, foi suspenso na sequência da expulsão no encontro com a Costa Rica, dos oitavos-de-final do Mundial do Brasil.

Fernando Santos fica assim impedido de sentar-se no banco de suplentes em toda a fase de qualificação do Euro-2016, podendo estrear-se ao segundo jogo da fase final da competição que vai decorrer em França, ou na segunda mão do play-off, caso a equipa das quinas tenha de disputá-lo.

O recurso ao TAS será feito a título pessoal.

«O meu castigo não vai influenciar a equipa» - Fernando Santos.

«Não vou chorar porque parecia mal, há muita gente aos saltos de contente, o meu pai, a minha família. Falar em português é ótimo para mim, é tudo muito mais rápido, não tenho de estar à espera de tradutores...» Começou assim, de forma muito descontraída, a conferência de imprensa de Fernando Santos como selecionador, em que abordou o seu castigo, os seus objetivos, e a confiança que tem em Ilídio Vale, que o irá representar no banco enquanto durar o castigo.

«Claro que estou confiante, se não continuava no Alentejo a dedicar-me à pesca. Juntando o convite e o sonho só tinha uma solução, dizer sim. A minha filosofia é ganhar, ganhar, ganhar, e o resto é conversa. Vamos ver o que vai acontecer ao meu castigo. Quando falei com o presidente tínhamos essa noção. Isto não é tudo normal, mas temos armas para combater isto de forma positiva; tenho confiança absoluta no Ilídio, temos uma boa relação. Toda a questão passará agora a ser gerida por nós, as coisas seguramente vão correr bem. O meu castigo não vai influenciar a equipa de certeza», analisou.

Fernando Santos referiu também, além de dizer que não fecha a porta a nenhum jogador, que a seleção não fica barrada devido à idade dos jogadores: «A Seleção não estará fechada – não há velhos que vão para o caixote e novos que vêm, ou jogam bem ou não jogam. Para mim não há bilhete de identidade. Claro que vou estar atento à formação, até porque se não houver formação, não há jogadores, mas tanto faz ter 17 ou 35, se tiver valor, vem.»

O treinador fechou dizendo que não percebeu bem como decorreu o processo do seu castigo, por aparente desrespeito ao árbitro no jogo com a Costa Rica no Mundial. Confessou que se exaltou quando o juiz mandou a sua equipa sair do relvado e a adversária não, mas garante não ter sido desrespeitador. Fernando Santos disse ter recebido uma nota de culpa a 7 de julho para se defender até dia 9, por isso parecia nao haver grande interesse em que conseguisse fazê-lo. De repente tinha oito jogos de castigo. «A FIFA nunca mo comunicou», disse.

Fernando Santos recebeu SMS de Paulo Bento a desejar «a melhor sorte».

Fernando Santos revelou, durante a sua apresentação, apreço pelo seu antecessor, Paulo Bento, que lhe fez chegar o seu apoio pela escolha, referindo que não terão assim tantas diferenças.

«Diferenças? Só se forem semânticas. Todos os treinadores são diferentes, mas ele queria ganhar, eu também quero ganhar; ele não queria mais do que eu, eu também não quero mais do que ele. Ontem tive o prazer de receber uma mensagem a desejar-me a melhor sorte do Mundo», contou.

«Todos os jogadores passam a contar para mim» - Fernando Santo.

Não podia ter sido mais claro: para Fernando Santos não há qualquer jogador impedido de representar a seleção nacional. disse-o quando confrontado com os nomes de Danny, Ricardo Carvalho ou Tiago.

«Todos os jogadores que disputam o campeonato nacional em Portugal são passíveis de serem convocados, e todos os que estão no estrangeiro são-no também, já que não tive nenhuma indicação em contrário da federação. Todos os jogadores passam a contar para mim», garantiu.

«Voltam a estar reunidas condições para alcançar vitórias», diz presidente da FPF.

Fernando Gomes apresentou esta manhã Fernando Santos como selecionador. Apesar de as suas declarações terem sido dominadas pela saída de Paulo Bento, houve tempo para justificar a escolha do ex-selecionador da Grécia.

Ainda que mude o técnico, mantém-se o objetivo claro: «Escolhemos Fernando Santos para selecionador nacional e Ilídio Vale para treinador da equipa A. O Objetivo é claro, qualificar Portugal para a fase final do Europeu de 2016 em França.»

«A Federação e os clubes têm trabalhado para os jovens e potenciar o seu desenvolvimento, o que será uma competência exclusiva do selecionador nacional. Escolhemos uma equipa competente, que transmite confiança para atingir os objetivos. Voltam a estar reunidas condições para alcançar vitórias», disse, antes de dirigir pessoalmente ao novo técnico:

«A seleção precisa do apoio de todos. Fernando Santos, o teu desafio é também com os portugueses que gostam da seleção. Chegaste ao lugar que sempre desejaste, é um honra que entres durante a minha direção.»

Fernando Santos pediu ajuda à Federação em julho.

O presidente da Federação revelou que Fernando Santos pediu ajuda no caso do seu castigo em julho, assim que conheceu a proposta de oito jogos de castigo. O conhecimento do seu caso não foi, como se torna evidente com a sua escolha, impeditivo para a contratação.

«Se estamos aqui [na aprsentação de Fernando Santos como selecionador] é porque entendemos que não estar no banco não era uma condicionante – vamos continuar a ajudar o Fernando. A 30 de julho telefonou-me para saber se a Federação lhe poderia dar assessoria jurídica quando recebeu a proposta do castigo, e no dia seguinte teve aqui uma reunião», revelou o dirigente.

Fernando Gomes insiste que foi Paulo Bento a dizer que não tinha condições para ficar.

Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, revelou, na conferência de apresentação de Fernando Santos, que foi Paulo Bento que lhe transmitiu que não tinha condições para continuar. De resto o tema dominou a apresentação do novo selecionador.

«Reafirmamos que mantemos o projeto, mas porque muda o líder técnico? Não sentia condições, disse-o a mim há duas semanas numa conversa para a qual o convoquei. O cargo implica um compromisso permanente e este deixou de existir, soube-o por ele e não por terceiros, honra lhe seja feita. Não haverá selecionador sem ter confiança inabalável aos objetivos propostos e agradeço ao Paulo Bento o trabalho que desenvolveu. Foi sentimento unânime que era hora de mudar», referiu Fernando Gomes, contrariando declarações do técnico à RTP.

O dirigente explicou que as renovações foram sempre em nome da estabilidade. «A estabilidade contratual é dos meios para garantir uma aposta permanente. Por unanimidade renovámos com a anterior equipa técnica no momento adequado, antes do Mundial, tal como tinha sido antes do Europeu.»

Perante a insistência com as declarações de Paulo Bento, que disse ter sentido que por vontade do presidente teria continuado, Fernando Gomes voltou a insistir: «Não tenho o condão de fazer uma interpretação do que disse o Paulo Bento – entendemos que era o momento de mudança depois de conversa com ele. Renovámos na perspetiva da estabilidade, ficou depois do mundial e saiu também de forma unânime. Se calhar no Brasil não fiz tudo o que estava ao nosso alcance, e assumo-o como responsável máximo.»