Habituado a partilhar o meio-campo com Adrien Silva no Sporting, William Carvalho diz que caberá a Paulo Bento decidir se os dois leões poderão jogar juntos na Seleção Nacional.
«Não me cabe responder se a chamada de Adrien era merecida, mas ele tem feito um grande trabalho no Sporting. Temos rotinas, jogamos juntos no clube mas cabe ao mister Paulo Bento escolher se vamos jogar juntos ou não», disse o médio.
William Carvalho diz não ter vislumbrado qualquer alteração em Paulo Bento em relação ao Mundial do Brasil.
«Se mudou, não reparei. Sinto o mister igual ao que foi no Mundial», disse o médio do Sporting no lançamento do jogo com a Albânia, puxando a fita atrás para reconhecer erros na competição disputada em Terras de Vera Cruz.
«Sabemos que ficámos um bocado aquém do valor da equipa. Temos de olhar para o passado para retificar os nossos erros e estar melhor no presente. Temos de dar uma resposta melhor do que no Mundial, todos sabemos isso e temos uma grande ambição para dar uma grande resposta no domingo», afiançou.
A nível pessoal, William Carvalho diz ter «a mesma ambição desde o primeiro dia» em que envergou a camisola das quinas.
«Para jogar um minuto ou ser titular», vincou.
Os sucessos das camadas jovens permitem olhar para o futuro da Seleção Nacional com otimismo. Esta é a opinião de André Gomes, que vê jogadores com valor a saírem da formação.
«Há grandes jogadores a aparecer. Nas camadas jovens temos feito grandes campanhas. Os sub-21 estão bem e todos os jovens estão à espera de uma oportunidade para representar a Seleção ao mais alto nível. (...) Devemos apostar mais novos jovens, temos muitos com valor. Jogar fora do País dá-nos mais experiência e isso é bom para a Seleção», disse em conferência de imprensa, reconhecendo que é difícil para os jovens imporem-se na equipa principal:
«Claro que é difícil, temos grandes jogadores. Os mais jovens têm de trabalhar bastante para ter uma oportunidade.»
Questionado se o facto de jogar no estrangeiro pode facilitar a chamada à Seleção, André Gomes, que no verão trocou o Benfica pelo Valência, atirou:
«Sou um sortudo por ter mudado de clube e acabei por ter esta oportunidade. Mas, independentemente do clube onde estamos, é importante continuar a trabalhar para sermos vistos. Somos chamados pelo fruto do nosso trabalho e isso é um incentivo.»
De regresso à Seleção Nacional, André Gomes garante que está preparado para jogar na posição que Paulo Bento entender.
«É indiferente. O objetivo de todos os jogadores, independentemente da posição em que gostam mais de jogar, é dar o máximo pela seleção e cumprir ordens do mister Paulo Bento», disse em conferência de imprensa, deixando também nas mãos do selecionador a questão da titularidade:
«São coisa para perguntar ao mister. Quem jogar vai dar o máximo. Há muitas mudanças (no meio-campo) mas é importante continuar a trabalhar de forma afincada e dar uma boa imagem para colmatar erros do passado.»
O médio do Valência projetou o embate de domingo com a Albânia, o primeiro a contar para a qualificação do Euro-2016.
«Estamos numa fase de qualificação e todos os jogos, em casa e fora, serão complicados. É um grande estímulo jogar contra Portugal, somos favoritos no grupo e, se não fizermos bom jogo, as coisas podem complicar-se. Conhecemos o adversário, sabemos que defende bem e sai rápido para o contra ataque. Temos de ter cautelas», atirou, confessando ainda que a prestação de Portugal no Mundial do Brasil continua a ser tema de conversa no estágio:
«Claro que falamos sobre algumas coisas que correram mal e que são para melhorar. Queremos esquecer o que correu mal no Mundial e dar a volta por cima já neste jogo. Queremos dar uma boa imagem frente à Albânia e vamo-nos preparar da melhor forma possível para conseguir a vitória.»
A Seleção Nacional continua a preparar o embate de domingo com a Albânia, o primeiro na fase de qualificação para o Europeu de 2016.
Fábio Coentrão foi a única ausência notada no treino desta sexta-feira na Praia d´El Rey, em Óbidos. O lateral do Real Madrid sofreu uma contusão na véspera e ficou no hotel a fazer piscina e ginásio.
Ruddy Buquet foi nomeado pela UEFA para dirigir o Portugal – Albânia da primeira jornada do Grupo I de qualificação para o Europeu de 2016.
Frédéric Cano e Guillaume Debart (assistentes), Stephan Luzi (quarto árbitro) e Fredy Fautrel e Benoit Millot (adicionais) competam a equipa de arbitragem gaulesa.
O encontro terá lugar no Estádio Municipal de Aveiro e tem início marcado para as 19.45 horas.
Competição nova, vida nova. O Mundial do Brasil ficou para trás, agora a Seleção está concentrada em conseguir um apuramento para o Europeu de França. Nani espera que a folha limpa atraia o público para uma equipa que, com jogadores novos, quer voltar a ver o adeptos sorrir.
«O Mundial é passado. Feriu-nos, mas não nos matou. Estamos fortes, dedicados, temos a possibilidade de nos redimirmos das coisas más, esperamos fazer isso com uma excelente vitória para um povo que sempre acreditou e, espero, nunca deixe de acreditar...Creio que está tudo superado. Começou uma nova época, alguns jogadores mudaram de clube, são novas experiências, novo ânimo, uma nova competição. Estamos ansiosos, mas muito tranquilos», avaliou.
Questionado sobre se será ele o capitão na ausência de Ronaldo, não quis dar importância, mas assumiu que os seus 27 anos - ainda com muito para mostrar - vão ser úteis dar experiência aos jogadores chamados pela primeira vez - como por exemplo, Pedro Tiba, que falou aos jornalistas imediatamente antes.
Sempre tive a mesma responsabilidade, sempre dei o meu melhor. Espero que todos tenham tanta responsabilidade como eu. Quem vai ser o capitão não é o mais importante, mas sim termos uma equipa capaz de responder aos momentos adversos, a resultados menos bons. Não interessa quem vai sobressair», comentou.
Nani concordou que o objetivo deverá ser o de vencer o grupo - «deve ser essa a nossa mentalidade, temos de nos habituar a ter ambição» - ainda que os jogos considerados mais fáceis possam por vezes mostrar-se obstáculos difíceis de ultrapassar: «Jogamos em casa e as coisas podem correr da melhor maneira, mas não sabemos como vai apresentar-se o nosso adversário, se vai defender o jogo inteiro e depois sair; já tivemos esses problemas antes, equipas que não saíam lá de trás, e nós sempre a atacar e no final uma surpresa... vamos esperar para ver.»
A integração de Pepe foi a grande novidade do treino desta quinta-feira da Seleção Nacional.
Ausente do relvado nos dois primeiros dias do estágio em Óbidos, o defesa-central do Real Madrid juntou-se esta manhã aos restantes 23 jogadores convocados por Paulo Bento para o jogo com a Albânia (domingo, 19.45 horas, em Aveiro).
A partir das 12.45 horas, Nani e Pedro Tiba, um dos debutantes na equipa das quinas, projetam o primeiro compromisso na fase de qualificação para o Euro-2016.
Cristiano Ronaldo reconheceu que Portugal é país pequeno, com apenas 10 milhões de habitantes, pelo que é complicado encontrar jogadores de top. Desse modo, conquistar um Europeu ou um Mundial é uma tarefa difícil de alcançar.
«Não se pode comparar o Real Madrid a Portugal. Só estou com os meus companheiros de seleção esporadicamente. Depois, Portugal apenas tem 10 milhões de habitantes e encontrar jogadores de top é complicado. Essa é a razão na origem de Portugal nunca ter conquistado troféus importantes como um Europeu ou um Mundial. Ainda assim, temos a confiança que um pode acontecer. Quem sabe em 2016», afirmou Ronaldo, em declarações ao Telegraph.
O goleador português também analisou a presença no Brasil.
«Foi difícil. A temporada foi longa, com muitos jogos e o Mundial não foi uma boa experiência. Perdemos com a Alemanha, empatámos com os Estados Unidos e ganhámos ao Gana. Nós tentámos, mas tivemos demasiadas lesões de jogadores importantes.»
Estreou-se a falar em conferência de imprensa como jogador da Seleção Nacional e diz que está a viver um sonho. A jogar em Espanha, no Málaga, Ricardo Horta espera ganhar a experiência necessária para manter o lugar entre as escolhas de Paulo Bento.
«Estou a viver um sonho. Sou um jovem ambicioso, que como todos sonha chegar à Seleção. Fui chamado e quero aproveitar esta oportunidade», disse o avançado, que garante ter sido bem recebido pelos companheiros e pelo selecionador:
«Todos fomos bem recebidos, eu, o Rúben Vezo e o Pedro Tiba. O grupo é fantástico. (...) O mister falou comigo e com os novos, deu-nos as boas-vindas e disse-nos que merecemos cá estar. Agora temos de trabalhar para lhe fazer ver que fez uma boa escolha.»
Depois de se destacar com a camisola do Vitória de Setúbal, Ricardo Horta despertou o interesse do Málaga que acabou por avançar para a sua contratação, mas houve sondagens dos “grandes”:
«Houve, mas nada de mais, falou-se mais pela comunicação social.»
O Málaga acabou por ser a escolha certa: «Depois da época que fiz no Vitória estava destinado a sair. Para mim o Málaga foi melhor opção pelo que fizeram pela minha contratação. Foi o melhor passo. (...) O campeonato espanhol é competitivo, com os melhores jogadores do Mundo, como Cristiano Ronaldo, que é para mim o melhor. Espero integrar-me e ser chamado mais vezes à Seleção.»
Agora dentro de uma Seleção que viu, pela televisão, falhar no Brasil, Ricardo Horta frisou que «o Mundial é passado»:
«Os portugueses nem têm de pensar nisso. Temos uma nova etapa de qualificação, o grupo está unido e quer mostrar que o Mundial já passou e conseguir o apuramento para o Euro de forma mais tranquila. A mensagem é de confiança, temos um grupo com qualidade e talento e podemos conseguir grandes feitos.»
Apesar da ausência forçada de Cristiano Ronaldo, a Seleção Nacional tem, segundo João Moutinho, um grupo capaz de responder às exigências no primeiro jogo de qualificação para o Euro-2016, com a Albânia.
«O Cristiano faz falta em qualquer jogo, a qualquer equipa, a qualquer Seleção. É um excelente jogador, mas temos de olhar para os que cá estão e criar um grupo coeso e unido para conseguir os resultados que pretendemos. Temos jogadores que vão conseguir fazer a diferença e ajudar a alcançar a vitória, que é o mais importante», disse em conferência de impressa.
Em marcha está uma renovação na Seleção portuguesa, numa convocatória recheada de jovens e marcada ainda pelas estreias de Pedro Tiba, Rúben Vezo e Ricardo Horta. A questão da média de idades é, para João Moutinho, irrelevante:
«Cabe ao mister decidir se tem de haver ou não uma renovação. Não interessa a média de idades, interessa o valor de quem está e dar o máximo para defender a Seleção e conseguir a vitória. Queremos criar um grupo forte para a qualificação do Euro-2016. Temos de estar unidos em prol da vitória e da qualificação.»