Competição nova, vida nova. O Mundial do Brasil ficou para trás, agora a Seleção está concentrada em conseguir um apuramento para o Europeu de França. Nani espera que a folha limpa atraia o público para uma equipa que, com jogadores novos, quer voltar a ver o adeptos sorrir.
«O Mundial é passado. Feriu-nos, mas não nos matou. Estamos fortes, dedicados, temos a possibilidade de nos redimirmos das coisas más, esperamos fazer isso com uma excelente vitória para um povo que sempre acreditou e, espero, nunca deixe de acreditar...Creio que está tudo superado. Começou uma nova época, alguns jogadores mudaram de clube, são novas experiências, novo ânimo, uma nova competição. Estamos ansiosos, mas muito tranquilos», avaliou.
Questionado sobre se será ele o capitão na ausência de Ronaldo, não quis dar importância, mas assumiu que os seus 27 anos - ainda com muito para mostrar - vão ser úteis dar experiência aos jogadores chamados pela primeira vez - como por exemplo, Pedro Tiba, que falou aos jornalistas imediatamente antes.
Sempre tive a mesma responsabilidade, sempre dei o meu melhor. Espero que todos tenham tanta responsabilidade como eu. Quem vai ser o capitão não é o mais importante, mas sim termos uma equipa capaz de responder aos momentos adversos, a resultados menos bons. Não interessa quem vai sobressair», comentou.
Nani concordou que o objetivo deverá ser o de vencer o grupo - «deve ser essa a nossa mentalidade, temos de nos habituar a ter ambição» - ainda que os jogos considerados mais fáceis possam por vezes mostrar-se obstáculos difíceis de ultrapassar: «Jogamos em casa e as coisas podem correr da melhor maneira, mas não sabemos como vai apresentar-se o nosso adversário, se vai defender o jogo inteiro e depois sair; já tivemos esses problemas antes, equipas que não saíam lá de trás, e nós sempre a atacar e no final uma surpresa... vamos esperar para ver.»
A integração de Pepe foi a grande novidade do treino desta quinta-feira da Seleção Nacional.
Ausente do relvado nos dois primeiros dias do estágio em Óbidos, o defesa-central do Real Madrid juntou-se esta manhã aos restantes 23 jogadores convocados por Paulo Bento para o jogo com a Albânia (domingo, 19.45 horas, em Aveiro).
A partir das 12.45 horas, Nani e Pedro Tiba, um dos debutantes na equipa das quinas, projetam o primeiro compromisso na fase de qualificação para o Euro-2016.
Cristiano Ronaldo reconheceu que Portugal é país pequeno, com apenas 10 milhões de habitantes, pelo que é complicado encontrar jogadores de top. Desse modo, conquistar um Europeu ou um Mundial é uma tarefa difícil de alcançar.
«Não se pode comparar o Real Madrid a Portugal. Só estou com os meus companheiros de seleção esporadicamente. Depois, Portugal apenas tem 10 milhões de habitantes e encontrar jogadores de top é complicado. Essa é a razão na origem de Portugal nunca ter conquistado troféus importantes como um Europeu ou um Mundial. Ainda assim, temos a confiança que um pode acontecer. Quem sabe em 2016», afirmou Ronaldo, em declarações ao Telegraph.
O goleador português também analisou a presença no Brasil.
«Foi difícil. A temporada foi longa, com muitos jogos e o Mundial não foi uma boa experiência. Perdemos com a Alemanha, empatámos com os Estados Unidos e ganhámos ao Gana. Nós tentámos, mas tivemos demasiadas lesões de jogadores importantes.»
Estreou-se a falar em conferência de imprensa como jogador da Seleção Nacional e diz que está a viver um sonho. A jogar em Espanha, no Málaga, Ricardo Horta espera ganhar a experiência necessária para manter o lugar entre as escolhas de Paulo Bento.
«Estou a viver um sonho. Sou um jovem ambicioso, que como todos sonha chegar à Seleção. Fui chamado e quero aproveitar esta oportunidade», disse o avançado, que garante ter sido bem recebido pelos companheiros e pelo selecionador:
«Todos fomos bem recebidos, eu, o Rúben Vezo e o Pedro Tiba. O grupo é fantástico. (...) O mister falou comigo e com os novos, deu-nos as boas-vindas e disse-nos que merecemos cá estar. Agora temos de trabalhar para lhe fazer ver que fez uma boa escolha.»
Depois de se destacar com a camisola do Vitória de Setúbal, Ricardo Horta despertou o interesse do Málaga que acabou por avançar para a sua contratação, mas houve sondagens dos “grandes”:
«Houve, mas nada de mais, falou-se mais pela comunicação social.»
O Málaga acabou por ser a escolha certa: «Depois da época que fiz no Vitória estava destinado a sair. Para mim o Málaga foi melhor opção pelo que fizeram pela minha contratação. Foi o melhor passo. (...) O campeonato espanhol é competitivo, com os melhores jogadores do Mundo, como Cristiano Ronaldo, que é para mim o melhor. Espero integrar-me e ser chamado mais vezes à Seleção.»
Agora dentro de uma Seleção que viu, pela televisão, falhar no Brasil, Ricardo Horta frisou que «o Mundial é passado»:
«Os portugueses nem têm de pensar nisso. Temos uma nova etapa de qualificação, o grupo está unido e quer mostrar que o Mundial já passou e conseguir o apuramento para o Euro de forma mais tranquila. A mensagem é de confiança, temos um grupo com qualidade e talento e podemos conseguir grandes feitos.»
Apesar da ausência forçada de Cristiano Ronaldo, a Seleção Nacional tem, segundo João Moutinho, um grupo capaz de responder às exigências no primeiro jogo de qualificação para o Euro-2016, com a Albânia.
«O Cristiano faz falta em qualquer jogo, a qualquer equipa, a qualquer Seleção. É um excelente jogador, mas temos de olhar para os que cá estão e criar um grupo coeso e unido para conseguir os resultados que pretendemos. Temos jogadores que vão conseguir fazer a diferença e ajudar a alcançar a vitória, que é o mais importante», disse em conferência de impressa.
Em marcha está uma renovação na Seleção portuguesa, numa convocatória recheada de jovens e marcada ainda pelas estreias de Pedro Tiba, Rúben Vezo e Ricardo Horta. A questão da média de idades é, para João Moutinho, irrelevante:
«Cabe ao mister decidir se tem de haver ou não uma renovação. Não interessa a média de idades, interessa o valor de quem está e dar o máximo para defender a Seleção e conseguir a vitória. Queremos criar um grupo forte para a qualificação do Euro-2016. Temos de estar unidos em prol da vitória e da qualificação.»
Segundo dia de trabalho da Seleção Nacional na Praia d´El Rey, em Óbidos, onde Paulo Bento prepara o jogo de domingo com a Albânia, o primeiro na caminhada para o Euro-2016.
Pepe continua a ser o único elemento disponível. O defesa-central do Real Madrid continua no hotel a fazer «trabalho de recuperação específico de ginásio e piscina», segundo informação do departamento médico da equipa das Quinas. Apesar disto, a participação de Pepe no jogo com os albaneses, em Aveiro, não estará em causa.
Pepe é o único jogador indisponível para Paulo Bento no primeiro treino da Seleção Nacional em Óbidos.
Segundo informou a Federação Portuguesa de Futebol, o defesa-central do Real Madrid vai fazer treino individualizado de recuperação no hotel.
Éder quer estrear-se a marcar por Portugal no jogo de domingo com a Albânia, em Aveiro, no arranque da fase de qualificação para o Euro-2016.
«Ainda estou à procura do golo, vou trabalhar para que surja já neste jogo. Volto à Seleção com enorme vontade e ambição de fazer um grande jogo contra a Albânia, para entrarmos bem na fase de qualificação», disse o avançado do SC Braga, em conferência de Imprensa.
Éder não se sente mais pressionado por ser o único ponta de lança de raiz na convocatória de Paulo Bento.
«A pressão é igual, trabalhando bem as coisas vão surgir naturalmente. Estou aqui para dar o meu máximo», afiançou.
A campanha de Portugal no Mundial do Brasil foi tema de conversa.
«As coisas não correram como perspetivávamos e queríamos, mas temos de pensar no presente, trabalhar bem, fazer um grande jogo e começar bem a fase de qualificação para estarmos presentes no Europeu», indicou o avançado.
Rúben Vezo, um dos estreantes na convocatória de Paulo Bento para o início da caminhada rumo ao Euro-2016, diz estar a realizar um sonho com a chamada à Seleção Nacional.
«É um sonho estar aqui. As coisas no meu clube [Valência] estão a correr-me bem, fui premiado com esta chamada e estou muito feliz», disse o defesa-central, de 20 anos, em conferência de Imprensa.
Rúben Vezo acredita que o voto de confiança de Paulo Bento não está diretamente relacionado com a sua transferência para o estrangeiro, a meio da última época.
«Tudo depende do momento. Se calhar, se estivesse bem no Vitória também poderia estar aqui. Fez parte do percurso. Todos devem trabalhar para estar aqui», argumentou.
A campanha da equipa das quinas no Mundial do Brasil, sublinhou, «faz parte do passado» e não vai ter qualquer reflexo no rendimento dos jogadores.
«Agora temos um novo objetivo pela frente. As coisas correram mal, mas tenho a certeza que a Seleção deu o melhor pelo País. Há que levantar a cabeça e continuar a trabalhar», apontou.
«É uma honra jogar com a camisola de Portugal. Se for escolhido, estarei pronto», afiançou Rúben Vezo.
O único lamento prende-se com a ausência de Cristiano Ronaldo: «É o melhor jogador do Mundo e o nosso capitão, claro que gostava de conhecê-lo pessoalmente. Infelizmente ele não vai estar connosco, mas há que colocat o foco no nosso objetivo».
A Seleção Nacional dá esta terça-feira o pontapé de saída na preparação do jogo de domingo com a Albânia, em Aveiro, que marca o arranque do Grupo I de qualificação para o Europeu de 2016.
Cristiano Ronaldo é a grande ausência na convocatória de Paulo Bento. O capitão da equipa das quinas está a contas com problemas físicos, e não será opção para o primeiro compromisso na caminhada rumo à competição que vai ter lugar em França.
De fora ficaram também Beto, Bruno Alves, Rúben Amorim, Hélder Postiga, Hugo Almeida, Rafa e Varela, jogadores que haviam sido chamados para o Mundial do Brasil.
Os 24 jogadores convocados para a receção à Albânia, entre os quais se destacam os estreantes Ruben Vezo, Pedro Tiba e Ricardo Horta, concentram-se até às 12.30 horas numa unidade hoteleira em Óbidos.
O primeiro treino do estágio está marcado para as 17 horas.
O selecionador abordou a questão de Marcos Lopes, que também está a ser seguido pelo Brasil, e realçou que o jogador será chamado quando chegar o momento certo e não para impedir que jogue noutra seleção.
«Temos seguido o percurso de Marcos Lopes. Já esteve no europeu de sub-19 e nos sub-21. O facto de ter jogado num escalão acima do seu está relacionado com a sua capacidade e com o facto de reconhecermos o seu potencial. Agora, não vamos convocar um jogador para o prender à Seleção Nacional, mas porque achamos que merece aqui estar», afirmou Paulo Bento.