Depois de ter saído lesionado do jogo frente à Alemanha, foi já em Portugal que Fábio Coentrão assistiu à partida frente aos Estados Unidos. No final incentivou os companheiros.
«Independentemente de tudo, tenho orgulho em ser português e na minha seleção! Ainda é possível, por isso todos nós acreditamos! Força Portugal», escreveu o lateral no Twitter.
Um empate no jogo entre os Estados Unidos-Alemanha afasta de imediato Portugal do Mundial, mesmo que a equipa das quinas vença o Gana. Mas Paulo Bento não acredita em combinações na outra partida do grupo G.
«Neste momento temos é de olhar para dentro de nossa casa. Temos de estar preocupados com o nosso jogo. Aquilo que jamais farei é desconfiar de colegas de profissão. Os Estados Unidos e a Alemanha vão disputar um jogo em que tentarão ganhar e nós o mesmo frente ao Gana», afirmou em conferência de imprensa.
Recorde-se que o selecionador dos Estados Unidos é o alemão Jurgen Klinsmann, que já foi selecionador do seu país entre 2004 e 2006.
Nani admitiu a tristeza que reina no seio da seleção após o empate frente aos Estados Unidos, diz que os jogadores deram o seu melhor mas que foram surpreendidos na segunda parte.
«Estamos desiludidos. Queríamos ganhar o jogo para alimentar o sonho. Agora, está mais difícil, é muita a tristeza. Demos o máximo em jogo difícil. Agora é descansar e ver o que se pode fazer no próximo. Estamos conscientes de que é muito difícil. Demos tudo, o nosso melhor. Entrámos a ganhar, mas fomos surpreendidos na segunda parte. Depois foi complicado», afirmou o extremo em declarações à RTP.
Beto, o escolhido por Paulo Bento para defender a baliza de Portugal no jogo com os EUA, diz que no seio do grupo de trabalho ainda existe a esperança no apuramento para os oitavos de final do Mundial.
«Temos um sentimento de frustração porque trazíamos uma grande ilusão para este jogo. Na minha perspetiva fizemos um bom jogo, em condições difíceis e contra um adversário difícil. Nunca jogamos sozinhos. Fizemos uma primeira parte muito boa, abanámos um pouco com o golo dos EUA, fomos para a frente à procura da vitória e eles fizeram o segundo em contra-ataque. Voltámos a correr atrás do prejuízo e o golo do Varela dá-nos uma réstia de esperança», analisou o guarda-redes, em declarações à RTP.
«Não era o cenário que queríamos mas é o cenário que temos. É a esta esperança que temos de nos agarrar e olhar para o jogo com o Gana. A esperança é a última a morrer. No balneário sente-se e respira-se essa esperança. É difícil, não queríamos ter um ponto ao fim de dois jogos», reconheceu Beto.
Paulo Bento comentou as lesões de Hélder Postiga e André Almeida, que forçou às saídas dos dois jogadores no embate frente aos Estados Unidos.
«As lesões são difíceis de explicar num bolo, têm de ser analisadas individualmente. Tivemos outra vez uma situação no início do jogo, que nada faria prever, a questão do Hélder. Não me parece que seja grave. André Almeida? Deu um mau jeito durante a primeira parte e teve de sair», afirmou o técnico nacional.
Silvestre Varela, autor do golo que mantém viva a esperança de Portugal no Brasil, reconhece que o empate com os EUA complicou as contas da Seleção Nacional no Grupo G do Mundial.
«Foi bom ter feito o golo e ajudar a equipa a ter alguma esperança. Sabemos que as coisas estão mais difíceis. Há que levantar a cabeça, trabalhar e encarar o próximo jogo para ganhar. Ficava mais feliz se conseguíssemos a vitória. Infelizmente não conseguimos e estamos tristes por isso», assumiu o extremo, em declarações à RTP.
«Há outras grandes seleções a passar um mau bocado. As fases finais de Campeonatos do Mundo são sempre complicadas», observou Varela.
O selecionador nacional Paulo Bento reconhece que Portugal está numa situação muito complicada para passar aos oitavos de final e considera que o 2-2 frente aos Estados Unidos coroou o esforço dos jogadores portugueses.
«É um resultado que não é bom, isso é óbvio. Não nos coloca fora do Mundial mas deixa-nos numa situação muito complicada. Começámos bem, com a obtenção do golo, mas tivemos grandes dificuldades em conter o flanco direito dos Estados Unidos. Tentámos alterar essa situação na restante primeira parte e também na segunda mas não conseguimos. O 2-2 foi o corolário do último esforço que fizemos, esforço que foi grande, em condições difíceis. Agora há que jogar o último jogo e esgotar todas as possibilidades que temos, que são poucas neste momento», afirmou o selecionador em declarações à RTP.
William Carvalho não atira a toalha ao chão e diz que os jogadores portugueses vão lutar até ao fim pelo apuramento para os oitavos de final do Mundial.
«Estivemos muito bem na primeira parte, na segunda a equipa caiu um bocado. Não foi o resultado que queríamos, não dependemos só de nós mas temos de manter a cabeça erguida e acreditar que é possível», afirmou o médio, em declarações à RTP.
«Não estamos habituados a esta temperatura mas isso não serve de desculpa, ambas as equipas sentiram o cansaço», notou o jogador do Sporting.
«Matematicamente ainda é possível, há que acreditar até ao fim. Ninguém está a pensar que o Mundial já está perdido», frisou William Carvalho.
Raúl Meireles referiu este sábado, na conferência de imprensa de antevisão da partida ante os Estados Unidos, que o grupo está preparado para o jogo da segunda jornada do grupo G. O internacional português sublinhou que não é por perder que é preciso "mudar tudo".
"Mudar? Temos de mudar o resultado. Vamos entrar dentro de campo com a mesma mentalidade. Por perdermos não temos de mudar tudo. Esta foi a mesma equipa que nos trouxe ao Mundial. Estamos empenhados em fazer o nosso melhor e é com esse objetivo que vamos entrar em campo para conquistar uma vitória".
"Já passámos por momentos iguais a este anteriormente. Estamos habituados a momentos difíceis. Espero que consigamos o sucesso. Todo o grupo está unido e empenhado em conquistar uma vitória amanha. Não queremos ir para casa mais cedo", reforçou, acrescentando que o grupo está "empenhado" para conquistar os três pontos no Arena Amazónia.
Apoio
Meireles agradeceu também o apoio do povo brasileiro que se tem manifestado a favor da Seleção Nacional, nomeadamente no momento da chegada portuguesa a Manaus.
"Ter o apoio dos adeptos é sempre importante. Desde que começou esta campanha sempre sentimos o apoio dos portugueses. O povo brasileiro também está a apoiar-nos bastante. É um apoio importante e nós sentimos esse calor das pessoas", disse, abordando também os problemas que a humidade poderá causar no jogo de domingo, a partir das 23 horas.
"Todos os que cá estão sentem a dificuldade que temos. A humidade é grande e é complicado para os dois conjuntos. Não pode haver desculpas".
Paulo Bento não quer voltar a ver descontrolo emocional nos jogadores portugueses. Para isso, o técnico pediu coerência à equipa nacional.
"Temos de controlar bem as emoções, ter o domínio do jogo, definir como e quando queremos pressionar o adversário. É fundamental acabar o jogo em igualdade numérica. Temos de lidar com os nosso sentimentos", afirmou.
Sobre o adversário de domingo, o selecionador prevê dificuldades: "Analisámos os Estados Unidos, como jogam e se posicionam, os seus pontos fortes e débeis. São uma boa equipa, competitiva, com jogadores intensos e agressivos. Têm vantagem de três pontos e podem jogar com dois resultados. Logo veremos como abordam o jogo. Espero que encaremos a partida de forma positiva e corajosa".
Paulo Bento pediu este sábado uma equipa "corajosa" para o duelo com os Estados Unidos da América, num encontro decisivo para as aspirações de Portugal no Grupo G.
"Os jogadores sabem quem vai jogar, aquilo que temos de fazer e o que o adversário faz. Amanhã temos de ser uma equipa de homens, solidários e coerentes, porque este não vai ser um jogo diferente dos outros. Temos 90 minutos para ganhar", sublinhou em conferência de imprensa.
No entanto, o técnico pede cabeça aos Conquistadores: "Portugal tem de pensar em ganhar, ninguém ganha 2-0 sem conseguir estar a ganhar 1-0. Partimos de uma base de segurança para depois podermos correr riscos".
Bento reconhece que o momento é complicado, mas desistir não é palavra que conste no dicionário do treinador: "Estamos numa situação difícil, entre a espada e a parede, como disse o técnico adversário. Mas eu sempre escolhi espada para lutar, porque não me encosto à parede".