quinta-feira, 19 de junho de 2014

«Ronaldo corre, salta e remata» – Miguel Veloso.

Miguel Veloso abordou a situação de Cristiano Ronaldo e embora relembre que não é um médico, o médio defendeu que o goleador português está pronto para defrontar os Estados Unidos.

«Não sou médico, mas, pelo que vejo, Ronaldo está bem e corre, salta e remata», afirmou Miguel Veloso.

O internacional português não acha que a Seleção Nacional esteja dependente de Cristiano Ronaldo.

«Concordo que temos o melhor jogador do mundo, que pode fazer a diferença, que quando tem a bola os defesa têm medo, mas também é preciso realçar que frente à Alemanha não foram apenas coisas negativas. O nosso foco é nos Estados Unidos e estamos a preparar da melhor forma esse jogo.

Miguel Veloso pronto para jogar a defesa esquerdo.

Numa altura em que Fábio Coentrão abandonou a lesão por lesão, o médio Miguel Veloso garantiu que está pronto para jogar a lateral esquerdo se o selecionador Paulo Bento assim o entender.

«Estou no lote dos 23 jogadores e estou preparado para jogar na posição que o treinador entender. Pode ser a defesa esquerdo ou a ponta-de-lança. Farei com todo o gosto, porque o que todos queremos é jogar e que entrar irá fazer o melhor possível», afirmou Miguel Veloso, em conferência de Imprensa.

Durante os 15 minutos abertos à comunicação social, o selecionador apostou em Beto, João Pereira, Ricardo Costa, Bruno Alves e André Almeida, mas o médio luso alertou que isso foi apenas no início da sessão.

«Vocês só viram os 15 minutos iniciais. Todo o grupo treinou como tinha de treinar e prosseguimos a preparação da melhor forma possível para o próximo jogo, porque sabemos da importância que tem para nós.»

«Se não ganharmos este jogo as coisas acabam» – Miguel Veloso.

O médio Miguel Veloso garantiu que todos os jogadores da Seleção Nacional estão perfeitamente conscientes que caso não ganhem aos Estados Unidos o Mundial termina.

Se não ganharmos este jogo as coisas acabam e por isso só pensamos em ganhar. Nós estamos conscientes daquilo que aconteceu e ficámos muito desiludidos, mas não podemos voltar atrás, pelo que devemos apenas pensar no próximo jogo. Vamos ter duas finais e a primeira será frente aos Estados Unidos», afirmou Miguel Veloso, em conferência de Imprensa.

O médio português sabe perfeitamente o valor dos Estados Unidos, que entrou a vencer no Mundial, após ter derrotado o Gana (2-1).

«Os Estados Unidos são uma seleção muito forte atleticamente, rápida na frente e que sai muito bem no contra-ataque.»

Patrício e Hugo Almeida fazem trabalho condicionado

Rui Patrício e Hugo Almeida, os dois jogadores que vão falhar os restantes encontros da fase de grupos devido a lesões musculares, juntaram-se esta quinta-feira ao grupo de trabalho durante o treino da Seleção Nacional, em Campinas.

O guarda-redes e o ponta-de-lança vão, no entanto, fazer trabalho condicionado com um dos fisioterapeutas da Federação Portuguesa de Futebol, já que nem sequer se apresentam no relvado com calçado próprio para o treino habitual.

Todos os restantes 20 jogadores estão a trabalhar normalmente e com bola às ordens do selecionador nacional, Paulo Bento, entre os quais o capitão Cristiano Ronaldo.

Num treino em que o trabalho tático foi visível durante os 15 minutos abertos à comunicação social, foi visível a opção do selecionador por Beto na baliza, podendo confirmar-se o lugar do guardião do Sevilha na baliza dos Conquistadores no jogo de domingo com os Estados Unidos, tal como Record já avançara.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Beto: «Dificuldades são iguais para todos»

Confrontado com a possibilidade de a preparação portuguesa não ter sido feita da melhor forma, nomeadamente em relação ao local de estágio e a adaptação ao clima, Beto deu um curioso exemplo do que se verifica em Espanha e admitiu que as condições são iguais para todos e que não servem de desculpa.

"Por que razão a Alemanha treinou à uma e nós não... Só pode treinar uma equipa de cada vez. E depois, por exemplo, o Real Madrid e Barcelona não vão uma semana antes quando jogam em Sevilha e lá há um clima diferente. Estamos a treinar com boas condições. As condições climatéricas são aquelas que o Brasil no proporciona. Só temos de trabalhar, treinar e jogar. O clima é igual para todos, as dificuldades são iguais para todos", começour por dizer, explicando o que é necessário fazer para as contornar.

"O que é mais difícil é manter a hidratação dos companheiros. Tentamos fazê-lo... Mas esse é o grande problema, porque aumenta o risco de lesão, que infelizmente aconteceu. Só temos de hidratar os nossos colegas para terem o corpo e hidratado. É difícil, claro, pois a intensidade é grande e depois fomos sempre atrás do prejuízo. Com a derrota aos ombros torna-se mais difícil. Mas a equipa tem experiência, está habituada a momento difíceis e agora toca-nos superar este", frisou.

Outros temas:

Dar alegria aos portugueses - "Sempre houve da nossa parte vontade de dignificar o escudo que levamos ao peito. A seleção gera emoções, sejam positivas e negativas. Entendo o sentimento das pessoas, que criam a expetativa e depois quando as coisas não sucedem ficam frustradas Tristes com a situação económica, mas não vejo como positivo descarregar a fúria nos jogadores. Sempre fizemos, fazemos e iremos fazer tudo para honrar o escudo que levamos ao peito. Carregamos a esperança de milhões de portugueses, para terem alegrias, agora numa altura complicada. Mas queremos dar essa alegria, por nós, pela nossa família e pelos portugueses. Queremos fazer tudo no que resta - que resta bastante -, dar tudo de nós até à última gota de suor"

As lesões e ausências - "Perder três ou quatro jogadores num jogo deixa sempre marcas em qualquer equipas, mas não é só na nossa. E das fraquezas fazemos forças. Toca a reunir... O Fábio não continua connosco, o Hugo Almeida e Rui Patrício ainda podem recuperar. Acredito muito na união deste grupo, no espírito que nos levou a conquistar coisas boas. Temos coração e uma alma muito grande. Acredito que agora, mais do que nunca, a equipa tem de estar unida."

"São perdas de jogadores, que tornam o grupo mais curto. Mas como já disse, das fraquezas se fazem forças. Temos de reunir o grupo, com tudo aquilo que somos. Somos menos, mas os que estão são fortes. Os que não jogam estarão a apoiar. É um grupo coeso, forte e unido e essa união virá ao de cima, para ajudar a ultrapassar a seleção contrária"

Pressão de nunca ter feito jogo oficial - "Obviamente que numa fase final se exerce uma carga emocional maior sobre os jogadores. Mas a experiência dá-te soluções, para que consigas gerir a carga emocional. Tanto eu como o Eduardo temos muitos anos de futebol, de Federação e Seleção. Por isso não creio que seja um problema no meu caso o facto de nunca ter jogado numa fase final. A carga emocional é maior, mas sei que consigo e gosto de jogar com pressão.

Sentimento de "vergonha" - "Envergonhar alguém é um termo demasiado forte. Simplesmente nem tudo o que fizemos saiu bem, mas tentámos que saísse. Ninguém nos pode apontar isso. Todos quiseram fazer tudo, umas vezes saiu, outras não, seja por falha nossa como por condicionalismos, pois houve quem não nos deixasse crescer e jogar. Obviamente que é uma derrota que deixa marcas. Temos de ter humildade para perceber que é uma derrota pesada. A equipa é a praticamente a mesma que ganhou à Suécia... Os jogadores são os mesmos. O termo vergonha está fora do contexto. Não foi a nossa melhor performance, não foi, mas quisemos fazer bem as coisas e por vários fatores não correram como queríamos. Agora temos dois jogos, 180 minutos, e dependemos apenas de nós, do nosso trabalho e daquilo que queremos fazer e que sempre quisemos"

"Não passar a fase de grupos é algo que nós não queremos. O objetivo sempre foi passar a fase de grupos e ainda dependemos apenas de nós. Temos dois jogos para tudo para ganhar, dois jogos para alcançar o objetivo que é passar à próxima fase"

"Já nos reunimos, já falámos, já analisámos o que aconteceu. Os detalhes resolveram e cometemos erros que não queremos cometer. Tudo aquilo que teria de acontecer de mal: a derrota, o penálti que só o árbitro viu, a expulsão que só o árbitro viu, as três lesões... Obviamente que não é desculpa, o árbitro não o é, mas influenciou o jogo e o resultado, assim como a manobra da equipa. Ficar sem o Pepe e com um penálti assim claro que influencia. Mas já tivemos a humildade de perceber o que não fizemos bem"

Melhor época da carreira? "Foi a melhor temporada a minha carreira, uma temporada muito positiva. Encontro-me bem, tanto a nível psicológico como físico. Estou no espírito da seleção, focado nela, em dar o meu contributo, seja de que forma for. Sinto-me perfeitamente bem"

Beto: «Eu e o Eduardo estamos preparados»

Com a lesão de Rui Patrício, que deixará o camisola 12 de fora da fase de grupos, Beto perfila-se como o homem que assumirá a baliza da Seleção Nacional nos próximos dois jogos. O jogador do Sevilha não deu como garantido que será ele o escolhido mas sublinhou que está pronto, caso Paulo Bento opte por ele.

"Tanto eu como o Eduardo já temos alguns anos de Seleção. Não temos sido a primeira escolha mas trabalhamos no sentido de ser uma opção válida a qualquer momento. Infelizmente, o Rui teve um pequeno problema, nao sei é recuperável ou não, mas se não for nós estamos preparados", garantiu o guardião, em conferência de imprensa em Campinas.

Opções de Paulo Bento à parte, Beto destacou a dedicação de Patrício no encontro com a Alemanha: "Reforço o esforço que o Rui fez durante 20, 25 minutos depois de sentir a dor na perna. Quis continuar e há que valorizar isso. Substituto? O meu papel não é decidir. [Eu e o Eduardo] Somos opções para o míster ou então não estaríamos aqui."

Questionado sobre se se sentia um dos três melhores guarda-redes portugueses da atualidade, Beto não abriu completamente o jogo: "sinto-me um dos três melhores eleitos pelo selecionador, que nos considerou os três melhores. Sempre trabalhei para ser opção, respeitando sempre todas as decisões."

Beto: «Continuamos a ser uma grande seleção»

Beto mantém a confiança apesar da goleada sofrida (0-4) contra a Alemanha, na estreia neste Mundial'2014. O guarda-redes lembrou que foi apenas um encontro e que tudo continua na mão da Seleção, tendo em vista a concretização do objetivo mínimo delineado, ou seja, a presença nos oitavos-de-final.

"Não nos resta outra opção se não preparar o jogo [com os Estados Unidos] da melhor forma. Foi uma derrota complicada, que deixou marcas, mas temos de ser humildes e ver o que fizemos de mau. Mas também fizemos coisas boas e é nisso que nos temos de agarrar. Dependemos apenas de nós. Podíamos ter feito mais em situações pontuais mas não nos foi permitido. Continuamos a ser uma grande equipa", vincou o guardião, em conferência de imprensa em Campinas, esta quarta-feira.

Beto: «EUA cresceram muito nos últimos anos»

Para seguir em frente, Portugal terá de fazer muito mais diante dos Estados Unidos e preferencialmente fazê-lo com uma vitória. Na hora de olhar para esse jogo, Beto deu a receita, mas advertiu para a evolução dos norte-americanos.

"O que temos de fazer é mostrar a melhor versão de Portugal para poder bater os Estados Unidos. São uma grande equipa, cresceram muito nos últimos anos. Temos de os respeitar, mas confiamos em nós próprios. Temos de ser responsáveis e estar nas melhores condições para vencer este jogo", analisou.

Beto: «Se Ronaldo começa é porque está bem»

Questionado por um jornalista brasileiro quanto à suposta saída de Ronaldo mais cedo no treino desta quarta-feira, o guardião português Beto negou que tal tenha acontecido, explicando o que sucedeu.

"Não é verdade. O Cristiano saiu quando o grupo de titulares também. Sentou-se no banco a fazer gelo, como grande parte dos jogadores faz após um treino, para refrescar o corpo e a zona com mazelas. O Cris está a 100%. Se ele começa é porque está bem. Ama o futebol, mas o mais importante é o corpo dele estar bem. Se começou é porque estava e não vejo problema", garantiu.

"Conhecendo o Cristiano como conheço, está perfeitamente focado e concentrado no que tem de fazer, no que a seleção tem de fazer e nos nossos objetivos. Está em perfeitas condições física e psicológicas. Está comprometido com o grupo e com a seleção. Por isso, em relação ao que se escreve e que se diz, o Ronaldo está farto...", revelou.

Em relação ao que CR7 terá dito após a derrota, Beto deu conta da mensagem que foi passada: "Como capitão, o papel dele e dos capitãs, assim como dos jogadores c experiência, é levantar ânimo da equipa. Fazer acreditar que é possivel. O Cris, como capitão e jogador experiente, fez isso. Transmitiu confiança, disse aos jogadores jovens para acreditar. A equipa está magoada com o que aconteceu, mas tem confiança para que falta"

Moisés Lucarelli não enche para o treino aberto

A Seleção Nacional treina esta tarde no Estádio Moisés Lucarelli sem o número de espectadores que estiveram presentes na primeira sessão. Apesar de esgotados os 10 mil bilhetes disponíveis, não estarão mais de 7 mil pessoas nas bancadas.

Ainda assim, a derrota frente à Alemanha não apagou o entusiasmo dos adeptos e são visíveis cartazes de apoio com frases como "Na vitória ou na derrota, sempre com Cristiano Ronaldo".

A comitiva portuguesa chegou cerca de meia hora antes do início dos trabalhos, acompanhada por um helicóptero da polícia militar brasileira. Nota ainda para Beto, que será o porta-voz na conferência de imprensa a seguir ao treino, pelas 19 horas.

Minutos antes do início da sessão, Andressa Urach, a famosa adepta Miss Bumbum que esperou Ronaldo sem camisola, foi impedida de fazer reportagem no relvado, apesar de a mesma apresentar uma credencial.

Ao subir ao relvado, a Seleção Nacional ouviu uma salva de palmas dos adeptos presentes e Cristiano Ronaldo, tal como no outro treino, foi o alvo da maior histeria. Assim que subiu ao relvado, CR7 trocou uma camisola das quinas com o capitão do Ponte Preta, Roberto Tigrão.

Hugo Almeida e Rui Patrício, lesionados, não se treinam com a equipa.

José Carlos Noronha nega declarações sobre Ronaldo

Espanha acordou esta quarta-feira em sobressalto com a notícia avançada pelo portal digital "El Confidencial", que citava declarações do médico José Carlos Noronha a dar conta dos riscos que Cristiano Ronaldo corria ao atuar no Mundial'2014. No artigo, os espanhóis adiantam que o craque português estaria até a colocar em causa o seu futuro enquanto futebolista.

"Ou pára e deixa o joelho descansar ou o seu futuro está em perigo", terá dito o conceituado médico, citado pelo referido jornal, em declarações que terão sido prestadas pouco depois de uma ressonância magnética efetuada pelo jogador do Real Madrid no sábado, um dia antes do encontro com a Alemanha.

Ora, a Record, José Carlos Noronha desmente categoricamente o conteúdo e as declarações que foram citadas pela imprensa espanhola, garantindo que não falou nem passou qualquer informação nesse sentido a qualquer meio de comunicação do país vizinho.