Ronaldo candidato.
O internacional luso, Cristiano Ronaldo é uma das as figuras de proa da lista de 23 futebolistas candidatos à Bola de Ouro para o melhor do Mundo em 2012.
Do lote de pré-designados pela FIFA e pela revista France Football, uma equipa completa pertence aos “quadros” de Real Madrid, com seis, ou do “Barça”, com cinco.
O campeão inglês Manchester City é o terceiro emblema mais destacado, “cedendo” três atletas: o italiano Mario Balotelli, o argentino Agüero e o costa-marfinense Yaya Touré.
Ronaldo, o francês Benzema, o alemão Özil e os espanhóis Xabi Alonso, Sergio Ramos e Iker Casillas são os membros dos “merengues”, enquanto o FC Barcelona está representado por Messi, Iniesta, Xavi, Piqué e Busquets.
No que respeita a países, a Espanha é o mais representado, com sete futebolistas, bem à frente dos restantes, a Itália, com três, e a Argentina, a Costa do Marfim e a Alemanha, todos com dois.
Em relação ao Treinador do Ano de 2012, José Mourinho, que levou o Real Madrid ao título espanhol, é o representante luso, numa lista de 10 técnicos.
A gala de atribuição da distinção, já depois de se conhecerem - a 29 de novembro - os três finalistas, está marcada para 7 de Janeiro de 2013 no Centro de Congressos de Zurique, na Suíça
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- Lista dos 23 concorrentes à Bola de Ouro para melhor futebolista do Mundo de 2012:
Karim Benzema (Fra/ Real Madrid, Esp)
Cristiano Ronaldo (Por/ Real Madrid, Esp)
Mesut Özil (Ale/ Real Madrid, Esp)
Xabi Alonso (Esp/ Real Madrid, Esp)
Sergio Ramos (Esp/ Real Madrid, Esp)
Iker Casillas (Esp/ Real Madrid, Esp)
Sergio Busquets (Esp/ FC Barcelona, Esp)
Andrés Iniesta (Esp/ FC Barcelona, Esp)
Lionel Messi (Arg/ FC Barcelona, Esp)
Gerard Piqué (Esp/ FC Barcelona, Esp)
Xavi Hernández (Esp/ FC Barcelona, Esp).
Sergio Agüero (Arg/ Manchester City, Ing)
Mario Balotelli (Ita/ Manchester City, Ing)
Yaya Touré (Cmf/ Manchester City, Ing)
Gianluigi Buffon (Ita/ Juventus, Ita)
Andrea Pirlo (Ita/ Juventus, Ita)
Neymar (Bra/ Santos, Bra)
Radamel Falcao (Col/ Atlético Madrid, Esp)
Zlatan Ibrahimovic (Sue/ AC Milan, Ita e PSG, Fra)
Manuel Neuer (Ale/ Bayern Munique, Ale)
Robin van Persie (Hol/ Arsenal e Manchester United, Ing)
Wayne Rooney (Ing/ Manchester United, Ing)
Didier Drogba (Cmf/ Chelsea, Ing, e Shenhua Xangai, Chn)
- Lista dos 10 concorrentes ao prémio de Melhor Treinador do Ano de 2012:
Vicente del Bosque (Esp/ seleção da Espanha)
Roberto Di Matteo (Ita/ Chelsea, Ing)
Alex Ferguson (Esc/ Manchester United, Ing)
Pep Guardiola (Esp/ FC Barcelona, Esp)
Jupp Heynckes (Ale/ Bayern Munique, Ale)
Jürgen Klopp (Ale/ Borussia Dortmund, Ale)
Joachim Löw (Ale/ seleção da Alemahha)
Roberto Mancini (Ita/ Manchester City, Ing)
José Mourinho (Por/ Real Madrid, Esp)
Cesare Prandelli (Ita/ Selecção de Itália)
Marca histórica.
Cristiano Ronaldo tornou-se, esta terça-feira, o mais jovem a atingir os 100 jogos pela principal Selecção Nacional e o terceiro a atingir a marca, juntando-se aos históricos Fernando Couto (110) e Figo (127).
Depois de Couto ser o primeiro, com 34 anos, dois meses e nove dias, a 22 de outubro de 2003, e de Figo o secundar, a 18 de fevereiro de 2004, com 31 anos, três meses e 14 dias, CR7, o terceiro, passa a partir de hoje a ser o mais novo centenário, com 27 anos, oito meses e 22 dias.
Cristiano Ronaldo tem agora 100 “redondos” jogos pela seleção lusa, menos de uma década após a estreia, a 20 de Agosto de 2003, num particular disputado em Chaves, face ao Cazaquistão (1-0).
Então já jogador do Manchester United, Ronaldo, um “miúdo” de 18 anos, seis meses e 15 dias, foi lançado pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari ao intervalo, substituindo Figo, que acabara de cumprir a sua 94.ª internacionalização “AA”.
Um “slalom” e um remate perigoso, a abrir a segunda parte, marcaram a sua primeira aparição na formação das “quinas”, que ganhou mais ou menos por acaso, com um golo nascido de um alívio do guarda-redes cazaque contra Simão.
Na altura, não seria fácil de prognosticar que esse miúdo se tornaria um dos melhores jogadores da história do futebol português e do Mundo, título ao qual concorre, ano após ano, com o “extraterrestre” Lionel Messi.
Pela seleção lusa, falta-lhe um título, que, curiosamente, esteve muito perto de conseguir menos de um ano após a estreia: jogou os 90 minutos, mas não impediu o triunfo da Grécia (1-0), em pleno Estádio da Luz, na final do Euro2004.
No Mundial de 2006 e no Europeu de 2012, Ronaldo voltou a “acariciar” títulos, mas Portugal cederia, então, nas “meias”, frente à França (0-1) e Espanha (0-0 após prolongamento e 2-4 no desempate por pontapés da marca da grande penalidade).
O número 7 luso não soma qualquer título, mas venceu mais de metade dos encontros que disputou com a camisola da seleção das “quinas”: 57 triunfos, 38 em jogos oficiais (disputou 68) e 19 em particulares (32).
Cristiano Ronaldo, que disputou 16 jogos em 2004 e 15 na época 2005/2006 – os seus máximos na seleção “AA” - contabiliza ainda 26 empates (20 em jogos oficiais e seis em particulares) e 17 derrotas (10+7).
Em matéria de golos, “CR7” também é, como nos jogos, o terceiro da hierarquia lusa, neste caso com 37 golos, contra 41 do “rei” Eusébio da Silva Ferreira e 47 de Pauleta.
Ronaldo estreou-se a marcar a 12 de junho de 2004, ao seu oitavo jogo, mas o seu tento, de cabeça, após um canto cobrado por Figo, de nada valeu: no Estádio do Dragão, no jogo inaugural do Euro2004, Portugal já perdia por 2-0 e caiu por 2-1.
Embora ainda não fosse, longe disso, a máquina de marcar golos em que, entretanto, se transformou, ao ponto de já ter conquistado por duas vezes a “Bota de Ouro”, o então “17” luso teve um grande ano de 2004, com um total de sete golos.
No final de 2007, e já com 53 jogos, Ronaldo somava 20 golos, mas nos anos seguintes, e em contra ciclo com o que foi conseguindo ao serviço de Manchester United e Real Madrid, caiu de produção de 2008 a 2010, com apenas cinco golos em três anos (26 jogos).
O agora “capitão” luso recuperou, entretanto, a veia goleadora e, com os sete golos de 2011 e os cinco que já contabiliza em 2012, está cada vez mais próximo de Eusébio e Pauleta, que, mantendo este ritmo, ultrapassará rapidamente, tal como Figo e Fernando Couto, em matéria de internacionalizações “AA”.
Empate inesperado.
A Selecção Nacional não conseguiu vencer e perdeu oportunidade d se isolar no segundo lugar do Grupo F da zona europeia de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2014. Portugal empatou (1-1) na recepção à Irlanda do Norte, debaixo da intensa chuva que se abateu sobre um Estádio do Dragão completamente cheio. A Rússia lidera o agrupamento com mais cinco pontos que Portugal e Israel.
A formação lusa começou bem o jogo, com Miguel Lopes e Cristiano Ronaldo a rematarem de fora da área, mas ao lado nos primeiros dois minutos. Estava dado o mote para uma noite em que os remates teimavam em não levar o melhor destino. Seguiram-se muitos cruzamentos para a área norte-irlandesa nos primeiros 15 minutos, mas os centrais adversários estiveram sempre muito bem nas alturas e igualmente eficazes junto à relva.
Com Portugal completamente balanceado no ataque, a Irlanda do Norte tirou proveito de uma transição rápida para surpreender os comandados de Paulo Bento e abrir o activo. No centro do terreno, Jonny Evans descobriu Kyle Lafferty no corredor central da zona intermédia e este fez um compasso de espera até atrair as atenções dos centrais Pepe e Bruno Alves e desmarcar Niall McQuinn. O dianteiro do Aberdeen FC ficou sozinho perante Rui Patrício e marcou sem dificuldade.
A Equipa das Quinas persistiu nos cruzamentos e acabou por conhecer o lance de maior emoção aos 35 minutos, quando Craig Cathcart desviou um cruzamento de João Pereira contra a trave da própria baliza.
Aos 58 minutos, após um cruzamento rasteiro de Nani, Cristiano Ronaldo rematou para uma defesa com os pés do guardião norte-irlandês, Roy Carroll.
Seguiram-se dois remates de Hélder Póstiga aos quais Carroll se opôs com eficácia, mas nada pôde fazer quanto ao terceiro, que valeu o empate quando o cronómetro registava 79 minutos. Bruno Alves cruzou largo para a cabeça de Éder - que rendera João Pereira minutos antes - e este amorteceu a bola para a zona frontal, onde estava Nani que tentou o remate.A bola acabou por sobrar para Postiga, que rodopiou e conseguiu o tento por que tanto ansiava.
Silvestre Varela e Nani ainda tentaram surpreender Carroll de longe à procura do tento que desse a vitória, mas nada mais resultou numa noite em que o capitão Cristiano Ronaldo cumpriu a sua 100ª internacionalização.
Confiança e convicção.
O Seleccionador Nacional, Paulo Bento garantiu que Portugal mantém a "confiança e convicção" no seu trabalho e filosofia e manifestou crença no triunfo de terça-feira frente à Irlanda do Norte na corrida ao Campeonato do Mundo Brasil 2014.
"Perdemos três pontos na Rússia, mas não a convicção. Poderemos estar um pouco mais pressionados, mas nada a que não estejamos acostumados. Estamos preparados. Não teremos qualquer tipo de problema em abordar o jogo com confiança, segurança e sem qualquer tipo de dúvida quanto ao nosso processo de jogo", resumiu o técnico.
Na conferência de antevisão ao desafio da quarta jornada do grupo F europeu de apuramento ao Mundial2014, Paulo Bento foi pragmático: "Prefiro muito, muito, mas muito mais esta situação frente à Irlanda do Norte do que quando vim jogar aqui a primeira vez com a Dinamarca [qualificação para o Euro2012]. Íamos fazer o terceiro jogo com apenas um ponto e agora [ao quarto] temos seis. Os jogadores devem estar seguros".
A Irlanda do Norte é a 117.ª mundial, mas nem por isso vai haver facilidades, uma vez que, afiança, a Selecção Nacional não prepara os jogos mediante o seu ranking ou o dos outros. Paulo Bento assegura que Portugal "joga sempre para ganhar e terça-feira isso não vai ser diferente, o resultado na Rússia [0-1] nada altera".
"Não há adversários ideais, o que pretendemos é fazer um jogo dentro do que são os nossos objectivos, dentro do que queremos. Se fosse outro adversário era exatamente o mesmo, tal como se o resultado da Rússia tivesse sido outro. Perdemos três pontos, mas não a convicção. Estou confiante de que alcançaremos os três pontos para continuar na luta pelo apuramento", sublinhou.
Paulo Bento fala em respeito pela Irlanda do Norte "enquanto adversário que vale pelo colectivo e algumas individualidades", mas, ainda assim, assegura que, acima de tudo, estará mais preocupado com a sua própria equipa, nomeadamente para que mantenha "a forma de jogar e método de jogo".
"A Irlanda do Norte é uma equipa intensa e agressiva sob ponto de vista defensivo, com um bloco baixo de duas linhas de quatro jogadores e um ‘dez’ e ponta de lança recuados. É muito forte nos duelos individuais, com jogadores intensos, com espírito britânico e ao mesmo tempo com um ponta de lança com capacidade no jogo aéreo, para poder ganhar profundidade. Isso e o seu jogo directo merece-nos alguma atenção. Mas preparamos o jogo de forma colectiva, tendo em conta uma ou outra individualidade", analisou.
Paulo Bento tenciona usar um "bloco mais alto e assumir a iniciativa do jogo", esperando "intensidade e boa circulação de bola" por parte dos seus pupilos, que deverão "controlar as transições ofensivas dos adversários".
O Seleccionador Nacional alegra-se pela "casa cheia" no Dragão, "uma satisfação e orgulho enormes num momento em que o país passa dificuldades e depois de um resultado negativo na Rússia". "Isso deve criar-nos uma ilusão enorme, é um apoio gratificante e vai ajudar-nos a alcançar o objectivo", sublinhou.
No "onze" de Portugal, apenas a certeza de que Ruben Micael vai ser titular, até porque Paulo Bento assumiu as responsabilidades do erro que custou a derrota na Rússia. "Vai jogar? Sim. Vai jogar. O único que cometeu erro na Rússia fui eu. Não foi nenhum jogador. Fui eu que os mandou jogar assim, daquela maneira. Sou eu que preparo treinos para eles poderem jogar daquela maneira. A jogadores como estes não se pode dizer para chutar a bola para a frente de qualquer maneira. O futebol é jogo de erros. Teremos de tentar evitá-los, mas não vamos abdicar das coisas por isso. Naquela situação, fizemos tudo o que tínhamos a fazer", explicou.
1Portugal e Irlanda do Norte defrontam-se esta terça-feira, pelas 20h45, no Estádio do Dragão, no Porto.
“Um lugar pró Joãozinho”.
A Selecção Nacional recebeu a visita do "Joãozinho" e contribuiu para o sonho de construir o melhor Hospital Pediátrico do Mundo.
A grande missão deste projecto é construir a nova Ala Pediátrica do Hospital de São João. Um projecto de 15 milhões de euros, angariados totalmente através de financiamento privado.
Os jogadores e staff da Selecção Nacional associaram-se ao movimento, contribuindo com um donativo. Construir valores de Rigor, Compromisso, Excelência, Integridade, Privacidade, Partilha, Acompanhamento são os baluartes do projecto “Um lugar pró Joãozinho”.
Faça como a Selecção Nacional e apoie este projecto. Para mais informações, consulte: http://www.joaozinho.pt/
Com a vitória na mente.
O médio da Selecção Nacional, João Moutinho, garantiu este domingo, que Portugal só admite “vencer” a Irlanda do Norte na terça-feira no Estádio do Dragão, considerando-o o único resultado válido para que a Equipa das Quinas mantenha forte a aspiração de ser apurar o Campeonato do Mundo Brasil 2014.
“Na Rússia, sofremos uma derrota que não esperávamos. Mas isso não torna as coisas impossíveis ou muito mais difíceis. Torna-as complicadas porque perdemos um jogo que não esperávamos, mas temos ainda vários jogos e a Rússia ainda vem cá. Temos de defrontar outras selecções sobre as quais somos teoricamente favoritos, mas temos de mostrar em campo que somos melhores. A começar frente à Irlanda do Norte”, vincou João Moutinho.
O médio que poderá cumprir a sua 53ª internacionalização no jogo do “Dragão” salientou que frente a uma selecção teoricamente mais frágil só os três pontos interessam, para que Portugal não se desvie do trilho do apuramento.
“É mais um desafio importante. Estamos focados para dar o nosso melhor. Começar a trabalhar da melhor maneira para preparar esse jogo e, como em todos, entrar para vencer. É o nosso grande objetivo”, frisou.
Moutinho assegurou que o adversário está mais do que analisado, tratando-se de um oponente com “jogadores muito fortes fisicamente” e que prometem “criar imensas dificuldades no jogo direto”.
O triunfo implica marcar golos, tarefa que João Moutinho espera ver dificultada por uma Irlanda do Norte empenhada em travar a desejada avalanche ofensiva lusa.
“Depois do que temos feito, qualquer selecção vai ter mais cautelas defensivas connosco. Temos dos melhores do Mundo na frente, criamos muitas oportunidades. Estas equipas defendem mais, mas temos de encontrar soluções e marcar golos, pois sem eles não há vitória”, referiu.
Se o resultado importa, satisfazer o público é outro dos objetivos da Equipa das Quinas, embora nunca colocando em causa a meta pontual.
“Este é mais um jogo em que vamos manter o perfil desde que Paulo Bento entrou. Fazer o nosso futebol. Mesmo que as coisas não estejam a correr da melhor maneira, acreditamos. Conseguimos chegar à vitória na maior parte dos jogos. Vamos continuar a dar o nosso melhor e fazer bom futebol para que as pessoas que vierem ao estádio saiam satisfeitas. Vamos tentar conciliar as duas coisas”, prometeu.
Cristiano Ronaldo poderá cumprir o jogo 100 com a camisola da selecção principal e João Moutinho acredita que o “capitão” luso “tem tudo para bater todos os recordes”, pois entende que o companheiro “é o melhor do Mundo e vai continuar a mostrá-lo em todos os jogos”.
João Moutinho acredita que o habitual apoio dos portugueses à Selecção Nacional se justifica pelo que esta tem vindo a fazer “ao longo do trajeto de Paulo Bento. Temos conseguido bons jogos e vitórias, essenciais para as pessoas acreditarem. Acreditam em nós e continuam a apoiar. De certeza que, com o estádio cheio, vão apoiar do primeiro ao último minuto para nos motivaram e conseguirmos um bom resultado no ‘Dragão’. É o que estamos à espera. Agradeço às pessoas que encherem o estádio. Espero que venham ajudar a Selecção”, disse.
A derrota na Rússia é passado e já foi analisada pelo grupo, que entende não ter feito um “mau jogo” em Moscovo - ainda assim, Moutinho entende que Portugal “não esteve no seu melhor no início” e acabou por ser surpreendido com a “entrada forte da Rússia”.
“Depois, pusemos a Rússia a jogar 80 minutos no seu campo. Só que não conseguimos concretizar em golo as oportunidades. Agora, o mais importante é ganhar os três pontos com a Irlanda do Norte, pois ainda vai haver vários jogos”, concluiu.
Selecção solidária.
A Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portuguesa Contra o Cancro promoveram este domingo uma visita à ala pediátrica do Instituto Português de Oncologia do Porto.
O Presidente da FPF, Fernando Gomes, liderou uma comitiva que integrava, para além de Cristiano Ronaldo, Pepe e Bruno Alves, o Vice-presidente, Humberto Coelho, o Director do Departamento de Futebol e Formação, Carlos Godinho, e o Seleccionador Nacional, Paulo Bento.
“Foi com todo o prazer que a FPF decidiu organizar com a Liga Portuguesa Contra o Cancro esta visita ao IPO do Porto, aproveitando o estágio que a Selecção Nacional está a fazer. O Futebol pode ter um papel importante na sociedade, contribuindo para a resolução de alguns problemas, chamando a atenção para determinados temas ou até apenas para proporcionar momentos de alegria a vidas que, infelizmente, são mais marcadas pelo sofrimento.”, afirmou Fernando Gomes.
“Viemos em nome de todos os jogadores e do staff da Selecção dizer que estamos com eles e também para dar-lhes apoio num desafio muito difícil que têm pela frente. Se por uns momentos pudermos ter trazido alegria aos corações destas crianças já nos damos por muito satisfeitos.”
Como era de esperar, Cristiano Ronaldo, Pepe e Bruno Alves foram muito requisitados para os habituais autógrafos e fotografias, tendo tido oportunidade de conviver durante algum tempo com as crianças e funcionários hospitalares.
Depois da visita, todos os jogadores da Selecção Nacional decidiram doar uma verba para o combate ao cancro.
Nélson convocado.
O jogador do Bétis de Sevilha, Nélson, foi chamado por Paulo Bento para os trabalhos da Selecção Nacional que defronta a Irlanda do Norte, terça-feira, no Estádio do Dragão.
Devido às lesões de Raul Meireles e Fábio Coentrão, irrecuperáveis para o próximo jogo de apuramento para o Mundial 2014, Portugal contará com 22 atletas para o jogo face aos irlandeses.
Paulo Bento considerou resultado injusto.
Após o jogo de qualificação para o Campeonato do Mundo Brasil 2014, em Moscovo, que a Selecção Nacional perdeu diante da Rússia (0-1), o Seleccionador Nacional, Paulo Bento, explicou que “o futebol é um jogo de erros”, referindo-se a algumas falhas da Equipa das Quinas. “Alguns momentos acabam por nos penalizar mais do que outros, mas não podemos nem devemos reduzir o jogo ao erro do Ruben [Micael]. Ao longo do jogo cometemos mais erros”, analisou, considerando que Portugal fez “uma primeira parte melhor do que a segunda. Tivemos uma boa reação à desvantagem. O resultado no final da primeira parte e dos 90 minutos não é justo.”
Paulo Bento analisou que “a Rússia, como fez noutros jogos, baixou um pouco mais as suas linhas e tentou sair em contra-ataque, no homem da frente. Esse momento, de transição ofensiva do adversário, foi bem controlado pela nossa parte. Em termos de oportunidades de golos e qualidade de jogo não me parece que o adversário tenha sido melhor do que nós.”
Já a pensar no próximo jogo, a 16 de Outubro, pelas 20h45, diante da Irlanda do Norte, no Estádio do Dragão, o técnico destacou que “agora é ganhar na terça-feira. Queremos ganhar sempre os jogos”, rematou.
1B.Alves: "Rússia não foi melhor"
Bruno Alves defendeu que “não subestimamos nenhuma equipa. Trabalhámos muito, mas saímos daqui derrotados. Não foi justo. A Rússia não foi melhor do que nós. Tivemos as melhores oportunidades, dominámos em toda a segunda parte.”
O defesa central sabe que “nada está perdido. Temos ainda muitos jogos pela frente e queremos garantir a qualificação.”
1Em relação ao facto de o jogo ter sido disputado em relvado sintético, Bruno Alves considerou que “é um terreno de jogo, difícil, ao qual não estamos habituados, mas demonstramos a nossa qualidade, tivemos foi alguma infelicidade.”
Com baterias apontadas para o próximo jogo, sublinhou que “a nossa intenção é sempre jogar bem e ganhar. Contamos com o apoio dos portugueses na terça-feira”.
Resultado amargo.
A Rússia isolou-se na liderança do Grupo F de apuramento para o Campeonato do Mundo Brasil 2014 ao vencer a Seecção Nacional, por 1-0 – um resultado com sabor a injustiça.
Chegado na liderança do agrupamento em igualdade com Portugal, após dois triunfos, o conjunto liderado por Fabio Capello tomou a dianteira do jogo e do agrupamento graças a um golo de Aleksandr Kerzhakov logo aos seis minutos. Apesar das tentativas de Portugal em chegar pelo menos ao empate, o resultado não voltou a mudar e deixou os russos com três pontos de vantagem sobre o adversário antes de receberem o Azerbaijão, na terça-feira, dia em os lusitanos defrontam a Irlanda do Norte, no Porto.
Com Cristiano Ronaldo, Pepe e Hélder Postiga titulares, recuperados dos problemas físicos que os afectaram durante a semana, Rúben Micael surgiu no 11 inicial de Portugal em vez do lesionado Raul Meireles. A Rússia cedo pressionou a saída dos portugueses para o ataque em zonas altas e adiantou-se no marcador na sequência de um erro luso. Viktor Fayzulin interceptou a bola, deixou em Roman Shirokov e este desmarcou Kerzhakov pela zona central que não perdoou frente a Rui Patrício.
Apesar de surpreendida pelo golo madrugador, a formação de Paulo Bento respondeu bem e Igor Akinfeev teve de aplicar-se para defender o pontapé cruzado de Cristiano Ronaldo aos 11 minutos e o desvio de cabeça de Bruno Alves, quatro minutos volvidos, após um livre cobrado por Miguel Veloso. À contrariedade do tento sofrido, juntou-se outra aos 20 minutos com a saída, por lesão de Fábio Coentrão que foi rendido por Miguel Lopes.
O jogo arrefeceu de intensidade e Kerzhakov errou o alvo por duas vezes antes de Akinfeev segurar um livre de longa distância apontado por Ronaldo mesmo em cima do árbitro apitar para o intervalo. A Equipa das Quinas sentiu algumas dificuldades na fase inicial do reatamento, mas aos 58 minutos esteve perto do empate, quanto Sergei Ignashevich conseguiu interceptar um desvio de Ronaldo após cruzamento da direita de João Pereira.
Akinfeev defendeu a tentativa de Postiga a meio da segunda metade, enquanto, do outro lado, Rui Patrício travou os remates do suplente Denis Glushakov e de Aleksandr Kokorin. Por esta altura, Capello povoara o meio-campo e Paulo Bento tinha refrescado o ataque de Portugal com as entradas dos avançados Silvestre Varela e Éder, mas nem os contra-ataques dos anfitriões nem as investidas portuguesas alteraram mais o desfecho do desafio.
Fiel à estratégia.
O Seleccionador Nacional, Paulo Bento, não sabe ainda se pode contar com Raul Meireles, Pepe e Cristiano Ronaldo, mas garante que não vai alterar a estratégia para o jogo com a Rússia, na sexta-feira, de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2014.
“Construímos uma identidade de jogo que não vamos alterar em função da ausência deste ou daquele jogador, por mais importante que ele seja”, disse Paulo Bento, durante a conferência de imprensa de lançamento do jogo, em Moscovo, quando questionado sobre se iria ceder a iniciativa de jogo aos russos.
O Seleccionador Nacional considera que “seria fantástico” que Portugal conseguisse “dominar” a Rússia durante os 90 minutos, mas tem a certeza de que o adversário “não vai permitir”, antevendo momentos em que a Equipa das Quinas “irá ter a iniciativa e dominar” e outros em que irá “ceder a iniciativa aos russos”, que perseguem “os mesmos objectivos” dos portugueses.
Sobre a utilização de Raul Meireles, que se lesionou no treino desta quinta-feira, de Pepe e Cristiano Ronaldo, frente à Rússia, o técnico luso referiu que “dependerá da evolução” daquele trio “de quinta para sexta-feira”, remetendo para o dia do jogo uma decisão. “Faltam 24 horas e veremos como irá decorrer a recuperação dos jogadores”, disse Paulo Bento, sublinhando que a saúde dos atletas estará sempre primeiro.
O responsável pela Equipa das Quinas entende que Éder, chamado pela segunda vez, possui características que podem ser “muito úteis” para a selecção e que tem “uma margem de progressão assinalável”, revelando que há muito que é alvo de observação pela sua equipa técnica.
Paulo Bento foi mesmo mais longe ao revelar que Éder estava nos seus planos para integrar os 23 convocados para a fase final do Euro2012 quando estava ao serviço da Académica, e que deixou de estar por causa “do interregno que se seguiu na carreira” do jogador.
Neste jogo, Portugal vai apresentar, garante o Seleccionador Nacional, “uma estratégia para ganhar à Rússia”, tendo a consciência de que o jogo “não acabará no primeiro ou segundo momento de adversidade” que for colocado pelo oponente, lembrando “a grande capacidade” que a Selecção Nacional revelou no Euro2012 para “dar a volta às adversidades”.
Rússia e Portugal têm seis pontos, no topo do Grupo F de apuramento europeu para o Mundial2014, face ao escasso ponto obtido até ao momento por Luxemburgo, Irlanda do Norte, Azerbaijão e Israel.