«Cristiano Ronaldo é um profissional extraordinário» - Humberto Coelho.
Humberto Coelho, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, elogia o profissionalismo de Cristiano Ronaldo e não hesita em afirmar que o capitão da Seleção Nacional merece vencer a Bola de Ouro.
«Cristiano Ronaldo é um profissional extraordinário. Treina como ninguém, é um líder dentro e fora de campo. Não fala muito, é um exemplo pela sua atitude. Na minha opinião, merece conquistar a Bola de Ouro», diz o “vice” federativo.
Seleção despede-se de Opalenica.
Vinte e dois dias depois de ter chegado à pacata localidade polaca, a Seleção Nacional despediu-se esta quinta-feira de Opalenica, quartel-general da equipa das quinas no Euro-2012.
Feitas as malas, a comitiva nacional desloca-se de autocarro para o aeroporto de Poznan, de onde partirá rumo a Lisboa às 15 horas locais, menos uma na capital portuguesa.
O avião TAP que transportará a comitiva portuguesa tem chegada prevista às 17.45 horas.
A comitiva deverá sair pelo terminal principal das chegadas do Aeroporto Internacional de Lisboa, onde é previsível que se concentrem vários adeptos.
«Chegámos até aqui, quando muito pouca gente acreditava» - João Pereira.
Desiludido com a oportunidade perdida para chegar à final. Assim estava João Pereira, no final do jogo diante da Espanha. Apesar da derrota lusa, no entanto, o defesa-direito garante que a seleção tem de se sentir orgulhosa pelo que fez no Europeu, quando muito pouca gente acreditaria, sequer, nas meias-finais.
«Estamos muito tristes, como é natural, porque perdemos uma grande oportunidade para chegar à final, na lotaria dos penalties. Mas fizemos tudo o que estava ao nosso alcance e demonstrámos capacidade de sofrimento e muita união, mas a sorte não esteve do nosso lado», afirmou.
A Espanha, no entanto, teve os seus méritos, e João Pereira só lamenta não ter podido dar uma alegria aos portugueses, confessando que a seleção seguiu de perto o ambiente que se vivia em Portugal. «Perdemos com uma grande equipa, também temos de dar o mérito merecido à Espanha. Mas temos de estar contentes por chegar aqui, às meias-finais, quando muita gente nem nisso acreditava. Queríamos dar uma alegria aos portugueses, porque apesar de estarmos a estagiar na Polónia seguíamos a televisão portuguesa e percebemos a emoção que a seleção estava despertar e a felicidade que as nossas vitórias davam, num momento muito difícil para o país», terminou.
«Saímos frustrados porque podíamos estar na final» – Ronaldo.
O capitão da Seleção Nacional revelou que todos estão frustrados com a derrota frente à Espanha. Cristiano Ronaldo defendeu que Portugal merecia estar na final do Europeu.
«Acho que Portugal esteve muito bem e fez uma exibição conseguida. Não ganhámos porque não tivemos sorte. Saímos frustrados porque podíamos ter chegado à final», afirmou Cristiano Ronaldo.
O capitão da Seleção Nacional defendeu que todos estiveram em bom plano: «Deu o melhor, como sempre fiz. Estamos todos orgulhosos, jogámos mais e merecíamos estar na final, mas os penalties são assim».
«Desta vez o polvo acertou» – Custódio.
O médio Custódio realçou que todos fizeram aquilo que podiam para tentar vencer a Espanha, mas que não foi possível na lotaria das grandes penalidades.
«Fizemos o que era possível. Acreditamos na nossa capacidade para vencer, só que acabamos por perder na lotaria das grandes penalidades. Parece que desta vez o polvo acertou e a Espanha está na final», afirmou Custódio.
«Adversários passaram a respeitar-nos mais» - Varela.
Opção de Paulo Bento para o ataque final à Espanha, que se revelou infrutífero, Silvestre Varela era um homem triste, no final do jogo. Apesar disso, a imagem deixada por Portugal neste Europeu tem de deixar todos os jogadores orgulhosos, defende o avançado do FC Porto.
«Penso que estivemos muito bem, e que os adversários nos passaram a respeitar mais, depois do que fizemos. Os portugueses têm de estar orgulhosos pelo que fizemos. Tivemos a infelicidade de perder nos penalties mas é algo que faz parte do futebol», salientou, no final da partida.
«A Espanha foi mais feliz» – Paulo Bento.
O selecionador de Portugal, Paulo Bento, defendeu que a Seleção Nacional fez um Europeu extraordinário e que apenas faltou uma pontinha de sorte para afastar a Espanha.
«Portugal fez um campeonato da Europa extraordinário. Defrontamos a Alemanha, Dinamarca, Holanda, República Checa e Espanha», realçou Paulo Bento.
O selecionador analisou depois a partida frente à Espanha: «Acho que estivemos melhor durante os 90 minutos do que no prolongamento, onde a Espanha teve mais posse de bola e nós revelámos algum desgaste. Não foi possível esticar o nosso jogo e isso permitiu um maior domínio da Espanha. Nas grandes penalidades a seleção espanhola foi mais feliz. Resta-nos continuar a lutar e a trabalhar, porque caímos com honra e orgulho».
Paulo Bento considerou que faltou uma pontinha de sorte a Portugal ao longo do Europeu: «Tivemos seis bolas à barra e o último penalty também foi à barra. O fator sorte, sem tirar mérito à Espanha, tem influência e nós não tivemos nesta competição».
«A Espanha tem mais sorte que nós» - Nani.
No final da partida diante dos espanhóis, Nani era um dos homens mais abatidos, lamentando-se pelo facto da Seleção Nacional ter chegado tão longe... para morrer na praia.
«Chegámos aqui com muito esforço, e é difícil ser eliminado nos penaltys, depois de tanto sofrimento. Mostrámos muita qualidade e estamos todos de parabéns, mas a Espanha tem, simplesmente, ma sorte que nós», defendeu.
Para Nani não há, no entanto, que desanimar, já que a qualidade demonstrada nesta Europeu permite olhar o futuro com esperança. E o percurso português tem de deixar todos orgulhosos.
«Nós sempre acreditámos, e de jogão para jogo, com os resultados que iam acontecendo, fomos acreditando e a confiança foi aumentando. Penso que todos estarão orgulhosos de nós, pelo que aqui fizemos. Agora temos de olhar em frente. Somos um grupo jovem e com muito talento, por isso acho que Portugal terá mais oportunidades no futuro. É um excelente grupo, por isso não podemos baixar a cabeça», disse o jogador do Manchester United.
«Somos uns dignos vencidos» - Nélson Oliveira.
No final da partida diante da Espanha, em que Portugal foi derrotado apenas nos penalties, o avançado do Benfica, Nelson Oliveira, garantiu que a equipa das Quinas tudo fez pela vitória, e que deve deixar o Europeu de cabeça erguida.
«Queríamos vencer naturalmente, e estamos tristes mas temos de manter a cabeça levantada. Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, mas infelizmente não conseguimos chegar à final. Fomos uns dignos vencidos. Fizemos um grande jogo e jogámos de igual para igual com a Espanha», disse.
«Agora temos de olhar em frente e não esmorecer», terminou
«É triste perder nos penalties» – Pepe.
O defesa português Pepe, um dos melhores do torneio, lamentou que Portugal tivesse perdido nas grandes penalidades frente à Espanha .
«Os penalties são sempre uma lotaria. Durante o jogo fomos organizados e a Espanha praticamente não teve oportunidades de golo. Queriamos dar uma alegria ao povo português, só que infelizmente perdemos nos penalties», afirmou Pepe.
O defesa português considera que Portugal esteve ao nível da Espanha: «Fizemos um grande jogo, trabalhámos muito e tentámos apostar nos nossos pontos fortes. Perder nos penalties é triste».
Ambição e coragem.
A Selecção Nacional treinou, esta terça-feira, na Donbass Arena, na cidade ucraniana de Donetsk, pela última vez antes de defrontar a Espanha, na quarta-feira, em jogo das meias-finais do Euro 2012.
Durante os 15 minutos abertos à Comunicação Social, no “palco” do encontro, foi possível observar os 19 jogadores de campo disponíveis - Hélder Postiga está lesionado devido a uma lesão muscular na região posterior da coxa direita - a trocarem a bola no centro do terreno.
Paulo Bento e Hugo Almeida sonham com final
Antes do apronto, o Seleccionador Nacional, Paulo Bento, e Hugo Almeida marcaram presença na Conferência de Imprensa de antevisão da partida com a Espanha.
A Selecção Nacional terá de ser organizada, paciente e saber sofrer durante o jogo com a Espanha, na quarta-feira, das meias-finais do Euro 2012, defendeu Paulo Bento.
“O jogo vai ter seguramente momentos em que iremos conseguir dominar, não tenho dúvidas em relação a isso. Nós queremos ter a bola, mas sabemos que, do outro lado, está um grupo que tem superado praticamente todas as equipas, logo, nós devemos ter a ambição de a ter, a coragem de os atacar.
Sabemos o que queremos e com quem o queremos fazer, o nosso objectivo não é passar o tempo a defender, queremos dividir o jogo com a Selecção que é campeã da Europa e do Mundo”, referiu.
Na Conferência de Imprensa, que decorreu na Donbass Arena, em Donetsk (Ucrânia), Paulo Bento disse estar certo de que Portugal vai “criar muitos problemas e muitas dificuldades” à selecção espanhola e, admitindo que é o “jogo mais fácil em termos motivacionais”, advertiu para a necessidade de existir equilíbrio emocional, “porque o jogo vai durar 90 ou 120 minutos”: “Sendo que o nosso objectivo é resolvê-lo a nosso favor nos 90 minutos”.
“Tudo passa por gerir da melhor maneira os momentos do jogo”, rematou o técnico, destacando a importância de Portugal ser “paciente” e “saber sofrer” e de encontrar o “melhor momento para atacar e contra-atacar”.
Realçando o poderio do adversário, Paulo Bento recordou que a seleção espanhola “teve dificuldades com a Itália, contra a Croácia e, apesar do domínio, contra a França” e apontou como “arma” a “organização”, que, disse, o deixa “descansado”.
Sem se alongar na alegada vantagem de contar com mais dois dias desde o último jogo que a Espanha, Paulo Bento recusou que esse tema faça “adormecer” e “embalar” a equipa lusa.
O selecionador português rejeitou também que a presença de jornalistas espanhóis na unidade hoteleira da equipa das “quinas” prejudique a preparação para o jogo.
“Nós estamos num hotel escolhido pela UEFA, no qual Portugal vai cumprir os trâmites normais, com treino, descanso e refeições. Nada mudará, falaremos cinco minutos antes de vir para aqui, com a maior motivação, a maior alegria e, da minha parte, com o maior orgulho por estar com jogadores que vão dar tudo para podermos estar em Kiev”, frisou.
Paulo Bento admitiu que será difícil repetir, na meia-final de quarta-feira, a goleada do último jogo particular frente à Espanha, mas disse ser possível vencer. “Há uma coisa que acreditamos, é difícil repetir um resultado tão avolumado, mas é muito possível vencer à seleção espanhola”.
O Seleccionador Nacional vincou as diferenças e as semelhanças entre os dois encontros, salientando que agora a importância do jogo é outra.
“O normal é que com o passar do tempo as coisas melhorem, que se vá evoluindo e penso que o fizemos. Não me parece que esse jogo tenha de servir de referência, pois são contextos completamente diferentes. Estamos a falar de meias-finais de um Campeonato da Europa, com 50 por cento de hipóteses para cada equipa”, sublinhou.
Recusando agarrar-se ao passado, Paulo Bento prometeu “respeitar o adversário, que tem um enorme potencial, com a consciência de que é possível alcançar o objetivo” de estar na final do Euro 2012, a disputar em Kiev, a 1 de Julho.
“O outro jogo já foi há muito, foi há quase dois anos. É verdade que há jogadores que fizeram esse jogo, mas este será um jogo de cariz completamente diferente. Ficámos satisfeitos com a nossa exibição, mas a história e a estratégia são outras”, referiu.
Para Paulo Bento, a “grande identidade da Espanha” está relacionada com a forma como mantém a posse de bola e, “através desse domínio, conseguir chegar muito junta ao último terço do terreno”.
“Essa situação, normalmente, cria também muitas dificuldades quando perde a bola, porque tem muitos jogadores concentrados no centro do campo. Encontraremos muitas dificuldades, mas tentaremos contrariá-las com a nossa identidade”, explicou.
Paulo Bento disse encarar a meia-final do Euro2012, frente à Espanha, como uma oportunidade de melhorar o registo luso, com a conquista da segunda final da história.
“Estivemos em quatro meias-finais na história e agora estamos com as possibilidades bonitas de jogarmos a segunda final da nossa história. Não me parece que exista mais motivação do que essa. Os jogadores foram quem mais trabalhou para viver este momento, não me parece que precisem de uma palavra extra, e que o façam prolongar, ganhando este jogo para estar em Kiev”, afirmou Paulo Bento.
Desvalorizando a sua inexperiência nesta fase de grandes competições, o técnico luso disse ambicionar conseguir como técnico o que não conseguiu no Euro 2000 como jogador.
“Já estive numa meia-final como jogador, quando estivemos perto desse objetivo. Oxalá, como treinador, consiga esse feito. Não vai ser fácil, mas acreditamos que é possível. O que é importante é que nós, Selecção e País, possamos disputar a segunda final da nossa história”, reiterou.
A confiança transmitida por Paulo Bento assenta, segundo o próprio, no “percurso muito bom, na fase de qualificação e durante a fase final”.
“Se repararmos, nos quatro jogos que fizemos no Euro 2012, só não fizemos golos à Alemanha e só não sofremos com a República Checa. No jogo que não marcámos, em função das oportunidades que tivemos, podíamos tê-lo feito”, frisou.
Recuando ao período anterior à fase final, Paulo Bento salientou a importância de manter a confiança na equipa e nos jogadores, para a chegada a esta fase da prova.
“Depois dos dois jogos particulares, continuámos a acreditar. Os primeiros que tinham de continuar a acreditar eramos nós e, em particular, eu, nos 23 que escolhi. Foi o que fizemos, depois, as opiniões das pessoas vão divergindo. O mais importante é que a desconfiança se possa traduzir num momento de felicidade para o País, num momento em que as pessoas voltam a acreditar na Selecção, por mérito dos jogadores”, explicou.
Mostrar valor dentro de campo
O avançado Hugo Almeida revelou que quer mostrar dentro de campo o seu valor, de preferência com uma grande exibição.
“Claro que estou satisfeito. É para isso que tenho vindo a trabalhar. Agora há que demonstrar dentro de campo o valor e dar tudo o que tenho.”
Hugo Almeida, que pretende fazer "uma grande exibição", semelhante à do jogo Portugal-Espanha do Mundial 2010, mas com um desfecho diferente, indicou que para ganhar à campeã europeia e mundial tem de fazer golos.
“Sabemos a qualidade que a Espanha tem, sabemos o valor dos jogadores, mas chegámos aqui com o nosso mérito e vamos fazer tudo para conseguir vencer”, prometeu.
Pela frente, o avançado luso terá três grandes adversários: Iker Casillas, “um dos melhores guarda-redes do mundo”, e o duo Piqué-Sérgio Ramos, dois “grandes centrais”.
“Com certeza que é bastante difícil bater-me contra eles. Vou fazer o que me compete fazer. Se conseguir fazer golo, tanto melhor. De cabeça ou com o pé, tanto faz”, disse.
Para Hugo Almeida, apesar do coletivo da equipa espanhola ser “bastante forte”, Portugal tem de preocupar-se apenas consigo, uma vez que o que está a fazer tudo “muito bem”.
Suplente não utilizado nos três jogos da fase de grupos, o avançado luso não desanimou e concentrou-se em dar o apoio à equipa e trabalhar diariamente até chegar a sua oportunidade.
Agora que ela chegou, o internacional português, que defendeu que Portugal não terá de mudar a forma de jogar devido à sua entrada, já começa a pensar mais além, no sonho de ser campeão da Europa.
“[Vencer o Euro 2012] Significa um grande sonho, um orgulho para mim, para os meus colegas, para Portugal inteiro. Primeiro há que passar esta grande etapa que nos calhou, que é bater a campeã da europa e do mundo”, concluiu.
Portugal defronta a Espanha quarta-feira, na Donbass Arena, em Donetsk, na Ucrânia, às 19h45 (21h45 locais).